Pular para o conteúdo
Hub News
Economia Rio Grande do Sul

Postos do RS relatam atraso e restrição na entrega de diesel

O Sulpetro, que representa os revendedores gaúchos, diz que as dificuldades atingem sobretudo o S500, usado no transporte de cargas, e liga o quadro à alta do petróleo no mercado externo.

Por Hub News

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Bico de bomba de combustível encaixado no tanque de um carro vermelho em um posto.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Engin Akyurt via Pexels

Quem depende de caminhão no Rio Grande do Sul pode ter mais trabalho para encontrar diesel nas próximas semanas. O Sulpetro, sindicato que reúne os revendedores de combustíveis do Estado, diz ter recebido queixas de entrega atrasada e de fornecimento limitado em vários municípios gaúchos.

O aperto aparece principalmente no S500, o tipo de diesel que move a frota de carga nas rodovias. O assunto dominou o encontro "Junto com o Revendedor", reunião de empresários do setor realizada na quarta-feira em Novo Hamburgo, conforme o Diário de Canoas.

O pano de fundo é a oscilação do petróleo no mercado internacional desde o início da guerra no Oriente Médio. Segundo o Diário de Canoas, o dirigente do Sulpetro, Fabrício Severo Braz, afirmou que os preços subiram e que, em algumas situações, faltou produto para comprar.

O caminho do produto importado

A distância entre um conflito do outro lado do mundo e a bomba do posto se explica pela origem do combustível. Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil vem de fora, calcula a entidade. Na gasolina, a fatia importada passa de 10%.

Esse volume desembarca nos portos, é ajustado às especificações brasileiras e só então segue para as distribuidoras, que revendem aos postos. Cada etapa embute custo. A ANP, agência federal que regula o setor, mantém um indicador de paridade de importação que parte do preço praticado lá fora e acrescenta frete, movimentação e armazenagem — é por ele que o encarecimento externo aparece aqui.

A instabilidade do mercado internacional de petróleo, provocada pelo conflito, segue sendo acompanhada pelo setor, informou a entidade. É nesse mercado que começa a formação do preço pago no posto.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.