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Agropecuária Rio Grande do Sul

Gaúchos formam toda a delegação brasileira no Mundial de Pastoreio com cães

Oito condutores do RS foram à Escócia com seus Border Collies, no maior grupo que o Brasil já levou ao torneio desde a estreia, em 2011, depois de 22 dias de treino no Reino Unido.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Cães pastores conduzindo um rebanho de ovelhas em campo
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: marybettiniblank via Pixabay

Na última edição do Campeonato Mundial de Pastoreio, disputada na Escócia, todos os brasileiros eram do Rio Grande do Sul. Foram oito condutores gaúchos, o maior grupo que o país já mandou à competição desde que passou a participar, em 2011, e a campanha rendeu resultados históricos para o Brasil.

Na equipe principal estavam Diego Schaf, de Torres; Diógenes Mello Giovanella; Diogo Moresco, de Anta Gorda; Anderson Pacheco, de Canguçu; Charlei Battisti, de Palmeira das Missões; e Tarcio Michelon, de Bento Gonçalves. Na categoria Sub-21, reservada a condutores jovens, competiram João Vitor Schaf e Arthur, os dois também de Torres. Antes das provas, o grupo passou 22 dias no Reino Unido treinando e disputando torneios regionais.

As provas simulam tarefas de fazenda, como levar o rebanho de um ponto a outro e apartar grupos de animais. O cão trabalha guiado por apitos e comandos dados de longe, e é proibido latir ou morder as ovelhas.

Técnica europeia virou rotina no campo

O manejo com cães chegou ao estado vindo da Europa há cerca de 30 anos e se espalhou pelas propriedades rurais até fazer do RS a referência nacional na modalidade. O Border Collie virou a raça símbolo da atividade por obedecer a comandos à distância e conduzir o gado com precisão.

Ao g1 RS, o presidente da Associação Brasileira de Border Collie, Heder Melo, atribuiu esse domínio à cultura do estado: segundo ele, o gaúcho tem uma ligação antiga com o cachorro de trabalho no manejo dos rebanhos. A zootecnista e educadora canina Suele Bueno disse à mesma reportagem que a raça consegue "fazer uma pressão com o olhar" sobre os animais. Para ela, o método ainda deixa o rebanho menos estressado, o que evita perda de peso e favorece a produção.

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