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Obras e infraestrutura Rio Grande do Sul

Estudo sobre o futuro da Malha Sul começa e deve durar dez meses

Contratado por R$ 5,49 milhões, o trabalho vai avaliar cenários para a malha ferroviária de quatro estados e deve apresentar um primeiro diagnóstico ainda neste ano, antes do prazo final.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Um trem de carga atravessa uma ponte de metal sob céus nublados, destacando o transporte industrial.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: kall via Pexels

O consórcio de três consultorias contratado para analisar o futuro da Malha Sul Ampliada recebeu na segunda-feira (21) a autorização para começar os trabalhos. O prazo previsto no contrato é de até dez meses, mas as empresas pretendem entregar antes do fim deste ano um primeiro diagnóstico da infraestrutura ferroviária e das demandas dos setores produtivos da região.

Quem contratou o estudo foi o BRDE, banco público de fomento, em parceria com o Codesul — o conselho que reúne Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. A ideia é dar base técnica à posição dos quatro governos na discussão sobre o que fazer com o sistema ferroviário do Sul. O contrato tem valor de R$ 5,49 milhões.

O início dos estudos foi anunciado em ato no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com a presença do governador Eduardo Leite. Ele afirmou que o levantamento vai considerar as características e as necessidades de cada estado para avaliar "diferentes cenários e alternativas para o sistema ferroviário", conforme O Sul.

As análises devem tratar da operação, do custo, do arranjo institucional e das regras do setor, apontando caminhos para modernizar e integrar a malha. Leonardo Busatto, que dirige a área de planejamento do banco, disse a O Sul que definir o desenho de uma nova concessão é decisivo para a região, e que o modelo escolhido precisa prever "integração com os nossos portos e o restante do país".

A malha que sobrou no RS

O pano de fundo é o encolhimento do transporte sobre trilhos no estado. Hoje são 921 quilômetros de linha ativa no território gaúcho, e não há mais trem saindo daqui em direção a São Paulo. Em 2016, a rede em funcionamento chegava a 1.952.

A carga circula apenas no eixo que vai de Cruz Alta até Rio Grande, passando por Santa Maria e Cacequi. As ligações com Porto Alegre e com Passo Fundo, além da saída para Santa Catarina, seguem interrompidas por estragos das enchentes de maio de 2024.

A concessão da Rumo sobre a Malha Sul termina em fevereiro de 2027. A previsão é de que a ferrovia seja relicitada em três lotes, com interesse de investidores manifestado em rodadas de apresentação do projeto, ainda segundo O Sul. Dois desses lotes incluem trechos que passam por Santa Maria.

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