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Corsan diz que a falta de água após as cheias já atinge só três cidades

Em Dona Francisca, em Veranópolis e no distrito de Mariante, em Venâncio Aires, 13,2 mil economias seguem sem abastecimento normal, e a falta de luz ainda atinge estruturas em 17 municípios.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista detalhada de um sistema de tubos metálicos com válvulas em um ambiente industrial.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Marina Agrelo via Pexels

A falta de água provocada pelas chuvas e pelas cheias dos rios está restrita a três cidades gaúchas desde a manhã desta quarta-feira (23). São 13,2 mil economias — as unidades de consumo, na contagem da companhia — ainda sem abastecimento normal: 12 mil em sistemas com a ocorrência aberta e 1,2 mil em retomada gradual, informou a Corsan.

Em Veranópolis, a cheia arrastou a estrutura de captação, que agora opera com vazão abaixo do normal enquanto as equipes tentam recuperar a capacidade. Em Dona Francisca, a captação também puxa menos água por causa da cheia do rio, e um caminhão-pipa reforça o atendimento. No distrito de Mariante, em Venâncio Aires, o problema é de acesso: o caminho até a estação de tratamento continua interrompido, e a água chega aos moradores por caminhão-pipa.

De 443,3 mil a 13,2 mil

O número era muito maior no começo da semana. Ao meio-dia de segunda-feira (21), a companhia tinha mais de 443,3 mil economias sem água. No mesmo horário de terça, já havia caído para 78,5 mil — cerca de 82% menos. Desde o início da ocorrência, a força-tarefa recuperou 53 sistemas de abastecimento.

Um sistema voltar a funcionar não significa água na torneira no mesmo instante: é preciso encher de novo os reservatórios e recuperar a pressão da rede. Quem mora em ponto alto ou na ponta do sistema espera mais.

Energia é o principal gargalo

A causa da maior parte das ocorrências não está na água, e sim na luz. Sem energia, ou com o fornecimento oscilando, param estações de tratamento, casas de bombas e poços — hoje em 17 municípios atendidos pela companhia. São 47 geradores ligados para segurar esses pontos, contra 159 na terça-feira. A empresa tem mais de 4 mil pontos de energia espalhados pelo Estado, e por isso os geradores vão para onde o impacto é maior, sem substituir o fornecimento regular.

O Centro de Operações Integradas da Corsan acompanha os sistemas em tempo real e direciona equipes e equipamentos, conforme os balanços divulgados pelo O Sul. O monitoramento de rios, captações e acessos segue em todas as regiões.

  • Abastecimento de água
  • Corsan
  • Cheias dos rios
  • Caminhão-pipa
  • Veranópolis
  • Dona Francisca
  • Venâncio Aires
  • Geradores

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