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Meio ambiente Rio Grande do Sul

Cetap e CPFL RGE recuperam 350 nascentes em propriedades rurais de 27 municípios gaúchos

Com cerca de R$ 2,2 milhões, o projeto restaurou 197 hectares nos Campos de Cima da Serra, no Planalto e no Alto Uruguai e atendeu diretamente 400 famílias de agricultores.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vegetação característica dos campos de cima da serra, no Parque Nacional de Aparados da Serra, Nordeste do Rio Grande do Sul.
Foto: Gabriele Winter via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Quatrocentas famílias de agricultores do Rio Grande do Sul passaram a ter nascentes protegidas dentro das suas propriedades. O trabalho foi conduzido pelo Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap), com apoio da distribuidora CPFL RGE, e chegou a 350 nascentes recuperadas em 27 municípios, com investimento de aproximadamente R$ 2,2 milhões e 197 hectares de áreas sensíveis restaurados.

A maior parte das ações ficou nos Campos de Cima da Serra, no Planalto e no Alto Uruguai. Esmeralda, Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões, Pinhal da Serra, São Francisco de Paula e Vacaria estão entre as cidades atendidas, e houve atividades também em outras regiões do estado.

O objetivo é garantir água nas propriedades e diminuir o prejuízo das estiagens na agricultura familiar. Nas áreas trabalhadas, as famílias cercaram as nascentes para impedir a entrada do gado e plantaram espécies nativas. Em Enxovia, localidade de Monte Alegre dos Campos, a recuperação foi pensada para que as comunidades atravessem melhor os períodos de falta de água. Segundo a CPFL RGE, já há efeito na proteção do solo e na qualidade da água, e as equipes que acompanham o projeto relatam a volta gradual de aves, anfíbios e insetos polinizadores.

O projeto também tentou transformar conservação em renda. As próprias famílias montaram viveiros artesanais para produzir mudas nativas, foram instalados 10 meliponários para criação de abelhas sem ferrão e surgiram 45 produtos ligados à biodiversidade da região. Parte dos agricultores passou a se aproximar da cadeia solidária de frutas nativas.

Mais de 2,1 mil pessoas participaram de 76 oficinas ao longo da execução. Os temas iam do cuidado com a água à produção sustentável, passando pela restauração de áreas degradadas, e os agricultores receberam também assistência técnica.

Para a coordenadora de Meio Ambiente da CPFL RGE, Mônica Leite, os ganhos são de longo prazo: ela disse ao Leouve que a água é um dos recursos mais estratégicos para as comunidades rurais e que recuperar nascentes traz benefícios que "permanecem por muitos anos".

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