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Paraná teve agosto mais quente que o normal e chuva recorde em três estações do Simepar

Balanço do Simepar mostra calor acima da média em todas as estações, chuva abaixo do esperado em só 3 de 47 e um tornado F3 em Piraí do Sul, com ventos entre 253 e 332 km/h.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Uma captura dramática e melancólica de nuvens de tempestade escuras se formando no céu, destacando o poder da natureza.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Chris F via Pexels

O Paraná atravessou agosto de 2026 com calor fora de época e chuva acima do normal na maior parte do território. É o que mostra o balanço mensal do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), repercutido pelos portais Bem Paraná e GMais Notícias.

Chuva concentrada e recordes

O órgão considera as 47 estações que operam há mais de cinco anos. Delas, apenas três ficaram abaixo do volume esperado: Apucarana somou 36 mm, quando a média é de 66,6 mm; Maringá teve 47 mm, para média de 63,3 mm; e Cianorte, 47,4 mm, ante 80,3 mm.

No outro extremo, três estações bateram o próprio recorde de agosto: Horizonte, distrito de Palmas, com 245,8 mm; Fazenda Rio Grande, com 235,4 mm; e Laranjeiras do Sul, com 233 mm. Os equipamentos funcionam desde 2019, 2009 e 2017, respectivamente.

O volume não se espalhou pelos 31 dias. Em Altônia, onde o total ficou praticamente na média, choveu em apenas cinco deles. Segundo o Simepar, o grosso da água veio com duas frentes frias, que encontraram um corredor de ar quente e úmido vindo da Amazônia e despejaram, em algumas cidades do extremo Sul, mais de 100 mm num intervalo inferior a um dia.

Granizo, vendaval e tornado

As tempestades trouxeram granizo a várias cidades. A Defesa Civil estadual contabilizou danos em mais de 300 imóveis em municípios como Pinhão, no Centro-Sul, e Marmeleiro, no Sudoeste. O vento chegou a 106,9 km/h no Pico Marumbi, no dia 7, e a 95,8 km/h em Santa Maria do Oeste, no dia 30.

O episódio mais grave foi em 8 de agosto, em Piraí do Sul. O Simepar classificou como F3, na Escala Fujita, o tornado que passou pela cidade, com ventos calculados entre 253 e 332 km/h. Vistorias em campo, radar e imagens de drone confirmaram que a destruição seguiu sem interrupção por no mínimo 17,3 km.

Calor em todas as estações

Nos intervalos entre as frentes, o sol predominou e a temperatura ficou acima do padrão em todas as estações. Campo Mourão registrou desvio superior a 3°C. Umuarama, Toledo, Palotina, Loanda, Maringá, Cianorte, Capanema, Cruzeiro do Iguaçu e Telêmaco Borba passaram dos 2°C. De acordo com o órgão, massas de ar quente atuaram mais que em anos anteriores, e não houve entrada de ar frio capaz de derrubar as temperaturas, como costuma ocorrer nessa época.

Capanema teve a máxima do mês: 36,7°C, no dia 17. Foz do Iguaçu marcou 35,7°C no dia 28, a mais alta para agosto desde 2017, quando a estação começou a operar, e Apucarana chegou a 32,9°C no dia 29, seu maior valor em 2026. Na maioria das cidades, os picos de calor ocorreram entre 28 e 30 de agosto.

O frio apareceu em poucos momentos, sobretudo entre os dias 21 e 24, com geada em pontos do Centro-Sul. A menor temperatura de agosto foi de 0,7°C, registrada em Palmas no dia 23.

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