Paraná volta ao 4º lugar em valor da produção agrícola, aponta IBGE
Com R$ 87,7 bilhões em 2025, alta de 21,9% sobre o ano anterior, o estado voltou a passar à frente de Goiás e do Rio Grande do Sul e recuperou o posto perdido na seca do El Niño.
O Paraná fechou 2025 como o quarto estado de maior valor na produção agrícola brasileira, com R$ 87,7 bilhões. É uma posição acima da que ocupava um ano antes. Os números saíram nesta quinta-feira (17), na pesquisa anual do IBGE que mede quanto rende a lavoura de cada município do país.
O tombo anterior tinha sido grande: perda de 20,3%, efeito da seca do El Niño sobre as safras de verão, que derrubou o valor para R$ 71,9 bilhões e tirou o estado do grupo dos quatro maiores. Em 2023, os paranaenses eram os terceiros do Brasil. A retomada de 21,9% repôs por volta de R$ 16 bilhões, ajudada pelo rendimento melhor no verão e por soja e milho mais valorizados. O instituto registra que o clima seguiu irregular no Oeste e no Norte, onde está pouco mais de 43% da área plantada.
Em quantidade colhida, quatro produtos deixam o estado na vice-liderança nacional. São 21,3 milhões de toneladas de soja e 20,4 milhões de milho, e nesses dois o único à frente é o Mato Grosso. A segunda colocação se repete na mandioca, com 4 milhões de toneladas, e no trigo, com 2,8 milhões. Entre cereais, leguminosas e oleaginosas, só os mato-grossenses geraram mais dinheiro — 30,7% do valor nacional, ante 12,8% do Paraná.
Em outras lavouras, o estado é o maior produtor do Brasil. A erva-mate em folha verde rendeu 494,7 mil toneladas, com peso especial nos municípios do Centro-Sul. O feijão somou 865,7 mil toneladas. A cevada ficou em 377,3 mil, e o triticale, voltado à indústria, em 19,7 mil. Guarapuava é o município que mais colhe cevada, triticale e batata no Paraná; o milho tem Cascavel e Toledo na dianteira; e o trigo aparece forte em Tibagi e Londrina.
Na fruta, a novidade foi metodológica. O morango entrou pela primeira vez na lista de culturas pesquisadas, e o Paraná é o quarto produtor do país. Isso fez o valor da fruticultura paranaense crescer 38,5% de um ano para o outro, com o morango assumindo o segundo lugar entre as frutas mais valiosas do estado, logo atrás da laranja. Maçã, pera, goiaba, alface e fumo em folha rendem ao Paraná a terceira posição nacional.
Acima dele no ranking estão apenas três estados. O Mato Grosso lidera com folga, R$ 165,6 bilhões, seguido por São Paulo, que reuniu R$ 124 bilhões. Minas Gerais vem em terceiro, com R$ 109,4 bilhões. Goiás aparece logo abaixo dos paranaenses, com R$ 72,7 bilhões, e o Rio Grande do Sul fecha com R$ 71,3 bilhões — em 2024 os gaúchos estavam à frente. De tudo o que a agricultura brasileira produziu no ano, R$ 927,2 bilhões, a fatia paranaense é de 9,5%.
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