Pular para o conteúdo
Hub News
Agropecuária Paraná

Paraná concentra 85% da seda do país, mas calor e agrotóxico afastam produtores

Estado tem hoje cerca de 1,2 mil criadores de bicho-da-seda, ante quase 5 mil no passado; dez propriedades do Noroeste testam irrigação e controle de temperatura para reduzir perdas.

Por Hub News

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Close-up de larvas de bicho-da-seda e casulos em uma bandeja de madeira tradicional usada na sericultura.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Quang Nguyen Vinh / Pexels

O Paraná segue à frente da produção brasileira de seda, com cerca de 85% do total nacional, mas a atividade vem encolhendo no campo. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), restam aproximadamente 1,2 mil criadores de bicho-da-seda no estado, quando o número já esteve perto de 5 mil.

O calor é um dos maiores obstáculos. Temperaturas elevadas prejudicam as amoreiras, cujas folhas alimentam as lagartas, e dificultam manter os barracões de criação na faixa adequada. Segundo o HojePR, o técnico Eduardo Venicio Libanori, do IDR-Paraná, explicou que as lagartas se desenvolvem melhor entre 22°C e 26°C.

Há ainda a deriva de agrotóxicos: o produto aplicado numa lavoura vizinha pode alcançar as amoreiras e comprometer tanto a alimentação dos animais quanto a formação dos casulos. Escassez de mão de obra e prejuízos com o clima completam a lista de razões que levaram famílias a deixar a criação.

Para tentar conter as perdas, dez propriedades do Noroeste foram escolhidas para testar sistemas de irrigação, aparelhos de monitoramento do tempo e estruturas de controle de temperatura nos barracões. A intenção é levar a experiência a outras regiões. O estado também prepara ações de assistência técnica e pesquisa voltadas a manter os produtores na atividade e atrair novos.

A sericicultura movimentou R$ 34,57 milhões no Paraná em 2025, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral), e é fonte de renda para a agricultura familiar. Diamante do Sul liderou a produção naquele ano, à frente de Nova Esperança e Cândido de Abreu. O fio produzido no estado tem compradores em países como França, China, Índia, Itália e Japão.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens oficiais, acesse os links acima.