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Política Paraná

MPT registra 18 denúncias de assédio eleitoral no trabalho no Paraná

Balanço vai até 14 de setembro; no país, as queixas saltaram de 380 para 583 em dez dias. Empresa de transportes de Foz do Iguaçu firmou termo de ajuste depois de vídeos com funcionários.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Profissionais de negócios envolvidos em uma discussão tensa no escritório, destacando o conflito no local de trabalho.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Yan Krukau via Pexels

Até 14 de setembro, 18 denúncias de assédio eleitoral em empresas paranaenses tinham chegado neste ano ao Ministério Público do Trabalho no estado, o MPT-PR. Na mesma data, o órgão contabilizava 380 queixas do tipo no Brasil inteiro; dez dias depois, o número nacional já havia chegado a 583.

Segundo o MPT, configura assédio eleitoral qualquer coação, ameaça, humilhação ou constrangimento de trabalhadores com o objetivo de influenciar o voto, o apoio ou a manifestação política deles. Entre os exemplos listados pelo órgão estão ameaçar demitir ou prejudicar alguém conforme o resultado da eleição, obrigar o uso de material de campanha, perseguir quem pensa diferente e pressionar para participar de atos políticos.

O caso de Foz do Iguaçu

Um dos processos já encerrados no estado envolveu uma transportadora de Foz do Iguaçu. De acordo com o MPT-PR, a empresa publicou nas redes sociais vídeos com conteúdo político em que funcionários eram questionados, de forma considerada depreciativa, sobre o número 13. A companhia assinou um Termo de Ajuste de Conduta e se comprometeu, entre outros pontos, a não ameaçar, constranger nem induzir empregados a apoiar candidatos ou partidos.

No plano nacional, o caso de maior repercussão é o da Havan. O MPT move ação civil pública contra a rede e o empresário Luciano Hang por um discurso numa inauguração em Caldas Novas (GO) e pede R$ 30 milhões por dano moral coletivo, pedido ainda não julgado. Em 23 de setembro, a Justiça do Trabalho determinou em liminar que Hang deixe de fazer manifestações político-eleitorais nos espaços e canais da empresa, sob multa de R$ 50 mil por ocorrência. Hang afirma que apenas deu sua opinião, sem pedir voto nem citar candidato ou partido.

Não precisa ser ordem direta

Ouvida pela Folha de Londrina, a advogada trabalhista Caroline Paiva explicou que a pressão não depende de um pedido explícito de voto: basta o empregador vincular a escolha política ao emprego, ao salário ou a benefícios. "O trabalhador precisa ter liberdade para concordar, discordar ou simplesmente não se manifestar", disse. Segundo ela, o cuidado vale também para grupos de mensagem da empresa, reuniões, eventos internos e vídeos institucionais.

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