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Agropecuária Paraná

Faep vê sinal positivo para o Paraná voltar a vender frango à União Europeia

O embargo, em vigor desde 3 de setembro, atinge um mercado que comprou US$ 392,2 milhões em carnes paranaenses em 2025; secretário do Ministério da Agricultura diz que o bloco aceitou os protocolos.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista panorâmica de uma granja avícola repleta de inúmeras galinhas brancas criadas em ambiente fechado.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Mark Stebnicki via Pexels

A carne de frango do Paraná pode estar mais perto de voltar ao mercado europeu, fechado às carnes brasileiras desde 3 de setembro. Essa é a avaliação do Sistema Faep, segundo o Paraná Portal, e ela se apoia no que disse Cleber Oliveira Soares, que ocupa a secretaria-executiva da pasta federal da Agricultura, no 6º Fórum Pecuária Brasil, em São Paulo: de acordo com ele, a União Europeia aceitou os protocolos sanitários do Brasil.

Técnicos do bloco estiveram no país entre agosto e setembro e inspecionaram frigoríficos e propriedades rurais, entre eles unidades paranaenses, para conferir as etapas de produção, processamento e fiscalização do frango. Para a Faep, falta agora a União Europeia publicar o parecer dessa auditoria e, na sequência, autorizar a volta das compras.

Quanto está em jogo

Pelas contas apresentadas pela Faep, o veto tem impacto superior a US$ 392,2 milhões por ano sobre a avicultura e a pecuária de corte do estado. O cálculo toma como base o que os europeus compraram do Paraná em 2025. Em volume, foram 118,7 mil toneladas de frango e 1,4 mil toneladas de carne bovina. Em receita, a ave rendeu US$ 382 milhões, e o boi, outros US$ 10,2 milhões.

Conforme o Agrostat, base de dados do Ministério da Agricultura, o frango vendido ao bloco no primeiro semestre de 2026 somou cerca de US$ 224 milhões, com 78,7 mil toneladas embarcadas. A carne bovina ficou em 643 toneladas, que renderam US$ 4,6 milhões. Hoje, a União Europeia fica com 5% das exportações de carnes do estado.

O que diz a entidade

Segundo o Paraná Portal, o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que as auditorias comprovam que os pecuaristas paranaenses e brasileiros seguem padrões sanitários rigorosos. Ele lembrou que o Paraná lidera a produção e a exportação de frango no país e, por isso, a avicultura local sente mais o efeito da barreira.

Meneguette disse esperar que a aceitação dos protocolos seja confirmada oficialmente pelos europeus e que os trâmites para reabrir o mercado andem depressa, de modo a reduzir o prejuízo dos produtores.

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