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Agropecuária Paraná

Cooperativas do Oeste do Paraná ajudam a manter filhos de produtores na lavoura

Na região, sete cooperativas figuram entre as mil maiores empresas do país e somam quase 80 mil empregos diretos, segundo reportagem da Gazeta do Povo sobre sucessão no campo.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Um trator percorre uma estrada de terra rural cercada por árvores e campos em um dia ensolarado.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Matheus Figueiredo via Pexels

Filhos de agricultores do Oeste do Paraná têm escolhido ficar na propriedade da família, ou voltar a ela depois da faculdade, em vez de buscar trabalho na cidade. Reportagem da Gazeta do Povo, reproduzida pela Tribuna, liga essa mudança ao peso das cooperativas agroindustriais, que tornaram a pequena propriedade economicamente viável e com boa qualidade de vida.

A região tem cerca de 1,5 milhão de habitantes e sete cooperativas incluídas entre as mil maiores empresas brasileiras. Juntas, elas respondem por quase 80 mil vagas diretas.

Terra pequena, renda maior

O retrato fundiário do estado ajuda a entender o papel dessas organizações: 92% dos imóveis rurais paranaenses têm menos de 100 hectares, e a área média fica em 48 hectares. Sem a estrutura cooperativa, disse à Gazeta do Povo a supervisora de Cooperativismo da C.Vale, Andreia Campanholli, muitas dessas áreas já teriam sido vendidas ou arrendadas.

Em Palotina, onde fica a sede da C.Vale, os 36 mil moradores têm renda per capita 50% acima da média nacional, e o Índice de Desenvolvimento Humano do município chega a 0,768.

Um dos casos contados pelo jornal é o dos irmãos Gerson e Gilberto Araldi, que assumiram os 290 hectares da família. Além de grãos, passaram a criar frangos e a produzir leite, o que garante entrada de dinheiro todo mês e diminui a exposição às perdas por clima. O negócio foi organizado numa holding familiar que inclui também os filhos que não trabalham na lavoura.

Fazenda tratada como empresa

Para o economista Jandir Ferrera de Lima, da Unioeste de Toledo, ouvido pela Gazeta do Povo, os jovens passaram a enxergar a propriedade como um negócio profissional, com espaço para quem estudou administração, agronomia e tecnologia. As máquinas assumiram o trabalho pesado, e a atividade passou a pedir mais gestão que força física.

A C.Vale, que tem 27 mil associados, mantém a Trilha de Desenvolvimento do Cooperado, programa que acompanha filhos e netos dos produtores a partir dos oito anos, com conteúdos de gestão, sucessão familiar, inteligência emocional e valorização do trabalho rural.

Segundo Andreia, em entrevista ao mesmo jornal, o diálogo entre gerações é decisivo. Ela também apontou que a digitalização das obrigações fiscais vem tirando os produtores da informalidade, o que torna saber administrar tão importante quanto saber produzir.

  • Cooperativas agroindustriais
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  • Palotina
  • Pequena propriedade
  • Avicultura e leite

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