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Saúde Paraná

Água de alagamento pode transmitir leptospirose; Sesa orienta como se proteger

Paraná confirmou 210 casos da doença entre janeiro e agosto; sintomas podem surgir até 30 dias depois do contato com a enchente, e quem tiver febre e dor na panturrilha deve ir à UBS.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Close-up de um pequeno roedor sobre uma superfície de concreto.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Ralph / Pexels

Com ruas e casas alagadas em várias cidades depois dos temporais, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) pede cuidado redobrado com a leptospirose, segundo orientação divulgada pelo Gmais Notícias. A doença é provocada pela bactéria Leptospira, eliminada principalmente na urina de ratos, e se espalha com facilidade na água e na lama deixadas pelas enchentes.

De janeiro a agosto deste ano, o Paraná recebeu 1.051 notificações de leptospirose e confirmou 210 casos, de acordo com a secretaria. Dados do Ministério da Saúde citados pela Sesa indicam que, entre os quadros mais graves, a letalidade chega a 40%.

Como a contaminação acontece

A bactéria entra no corpo por ferimentos na pele ou pelas mucosas dos olhos, do nariz e da boca, e o risco aumenta quando a pessoa passa muito tempo dentro da água. Mesmo depois que ela baixa, o barro que fica em móveis, carros e no chão de casa pode estar contaminado, o que torna a faxina um momento de atenção.

O que fazer

  • Evitar contato com água de enchente e não deixar crianças brincarem nela.
  • Se não houver como evitar, proteger mãos e pés com luvas e botas impermeáveis ou, na falta delas, sacos plásticos.
  • Lavar o corpo com água e sabão logo depois da exposição.
  • Guardar o lixo em sacos fechados, manter o quintal sem entulho e a caixa-d'água tampada, e beber só água tratada.

Sintomas

Os sinais costumam aparecer entre 5 e 14 dias depois do contato, mas podem demorar até 30. Os mais comuns são febre alta, dor de cabeça, dores musculares, sobretudo na panturrilha, dor nas articulações, enjoo, vômito, diarreia e pele ou olhos amarelados. Nesses casos, a orientação é procurar com urgência uma Unidade Básica de Saúde. O tratamento é feito com antibióticos, e os casos graves podem exigir internação.

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