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Paraná sob alerta vermelho nesta sexta após dois tornados e granizo

A Defesa Civil estadual apurou danos em 19 municípios, enquanto o Inmet mantém 181 cidades paranaenses no grau mais alto de perigo para chuva ao longo desta sexta-feira.

3 min de leitura
Imagem ilustrativa: Vista aérea de Campo Mourão, no Paraná, com céu carregado de nuvens escuras sobre lavouras e área urbana.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Guilherme Stecanella / Pexels

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou 181 municípios do Paraná em alerta vermelho para chuva nesta sexta-feira (11), o grau mais alto da escala do órgão. O aviso vale ao longo do dia e prevê rajadas capazes de passar de 100 km/h. Entre os riscos listados estão prejuízo em lavouras, interrupção no fornecimento de energia, queda de árvores, alagamentos e transtorno nas estradas.

Pelo diagnóstico do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o quadro se formou a partir de um ciclone extratropical na altura da costa gaúcha, somado à frente fria que sobe pela região.

A nova rodada de tempestades chega sobre um estado que vem apanhando do tempo desde a tarde de quarta-feira (9). Campo Mourão registrou o maior acumulado, 117,8 milímetros. Ponta Grossa marcou 85,4 mm, e Mangueirinha, Coronel Domingos Soares, São Mateus do Sul e União da Vitória ficaram todas acima dos 72 mm.

Dois tornados foram confirmados pelo Simepar em menos de 12 horas. O primeiro passou por Francisco Alves, no Noroeste, por volta das 17h de quarta-feira, e durou pouco. O segundo atingiu Espigão Alto do Iguaçu, no Centro-Sul, perto das 0h40 de quinta-feira (10): arrancou eucaliptos e avariou cerca de 50 residências, uma escola e uma unidade de saúde. Perto de 100 alunos ficaram sem aula porque o vento levou o telhado das salas. A intensidade de cada fenômeno só será definida depois da vistoria dos estragos, pela escala Fujita. Com os dois, o estado chega a 12 tornados em 2026.

O relatório da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) fechado às 17h de quinta-feira apontava estragos em 19 municípios, com 422 moradores atingidos e 78 casas avariadas. Espigão Alto do Iguaçu concentrava a maior parte, com 200 pessoas afetadas. Na Lapa, um vendaval alcançou 104 moradores, e em Curitiba quatro pessoas ficaram desalojadas depois que uma edificação cedeu. Até aquele horário, nenhuma prefeitura paranaense havia lançado decreto de situação de emergência no sistema do órgão.

O granizo foi o outro estrago do dia. Em Verê, moradores relataram pedras tão grandes quanto uma palma da mão, e a queda também foi intensa em Dois Vizinhos e Enéas Marques. Em Ramilândia, no Oeste, o g1 informou que o vento destelhou mais de 250 residências e derrubou outras 50. Em Ponta Grossa, um barranco desabou sobre uma casa e matou mãe, filho e padrasto enquanto dormiam, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

A Copel calculou em cerca de 22,9 mil os imóveis que ficaram no escuro após as rajadas de quarta-feira à noite, a maior parte na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral. A companhia afirmou que as equipes seguem em campo e que o total de interrupções cai conforme a rede é recomposta.

No campo, o Sistema FAEP cobrou resposta do poder público. Segundo o Bem Paraná, o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, pediu agilidade no reconhecimento das emergências municipais, ampliação do seguro rural e crédito para reconstrução, além de prioridade da Copel no religamento de propriedades rurais que dependem de eletricidade para a ordenha e para a conservação de alimentos.

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