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TST manda a Caixa manter 60% do quadro em serviço durante a greve

O banco pedia 80% dos empregados em atividade; o julgamento do dissídio pela seção especializada do tribunal está marcado para a tarde da próxima terça-feira, dia 29.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Entrada de um moderno prédio do banco Caixa em Brasília mostrando detalhes arquitetônicos.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Matheus Natan via Pexels

As agências da Caixa seguem funcionando com pelo menos 60% dos empregados em serviço enquanto durar a greve começada em 10 de setembro. O piso foi fixado em liminar do ministro Mauricio Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho, e vale até a decisão definitiva do caso.

O banco queria mais: pedia 80% do pessoal trabalhando, sob o argumento de que a paralisação alcança serviços essenciais — a compensação bancária, o pagamento de benefícios sociais. Para o tribunal, 60% bastam para atender o que a população não pode esperar, sem esvaziar o direito de greve previsto na Constituição.

O pedido chegou ao TST na quinta-feira (24), quando a Caixa ajuizou dissídio coletivo contra as duas confederações que representam a categoria, a Contraf e a Contec. Entre as razões apresentadas está o impasse sobre o novo modelo de custeio do plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa.

O que mais a liminar decidiu

Delgado determinou que o acordo coletivo em vigor, com validade de setembro de 2024 a agosto de 2026, continue valendo até o fim do processo. E negou o pedido para proibir atos que dificultem a entrada nas agências: para o ministro, não há indício de excesso por parte do movimento.

A definição do conflito ficou para 14h30 da próxima terça-feira (29), quando a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do tribunal julga o dissídio. O processo corre sem segredo de justiça, com exceção de documentos em que o banco pediu sigilo.

Do lado dos empregados, a leitura é de que a ida à Justiça atropelou a mesa de negociação. Em nota, a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados, Luiza Hansen, afirmou que a categoria havia pedido a retomada das conversas em ofício enviado na terça-feira (22), segundo a Agência Brasil. "O ajuizamento nunca é o melhor caminho e pode trazer grandes prejuízos, especialmente na fase de julgamento", disse ela.

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