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Só 15% dos casos de câncer de pulmão são descobertos no início no Brasil

O país deve somar 35,3 mil diagnósticos por ano até 2028, e fumantes a partir dos 50 anos podem ter indicação de tomografia de tórax com baixa dose de radiação.

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Imagem ilustrativa: Profissional de saúde analisa uma radiografia de tórax contra a luz, em ambiente clínico.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Anna Shvets / Pexels

De cada cem tumores de pulmão identificados no Brasil, apenas quinze aparecem em fase inicial — que é justamente quando o tratamento tem mais chance de dar certo. O restante chega ao médico tarde. E o volume não é pequeno: o Instituto Nacional de Câncer projeta em torno de 35,3 mil novos casos por ano no país entre 2026 e 2028.

O cigarro continua sendo o principal responsável, ligado a aproximadamente 85% dos diagnósticos. Mas a doença não é exclusiva de quem fuma: entre 10% e 20% dos casos aparecem em pessoas que nunca fumaram. Ar poluído e exposição frequente a certas substâncias químicas também elevam o risco.

Os sinais que pedem consulta não têm nada de dramático, e é por isso que passam batido. Uma tosse que não vai embora. A voz que ficou rouca e não voltou. Emagrecer sem estar tentando, ou perder a vontade de comer. Cansaço fora do comum, dor no peito, dificuldade para respirar, sangue junto com a tosse. Ao HojePR, a rádio-oncologista Paula Soares afirmou que sintoma que se arrasta precisa ser avaliado, porque encontrar a doença cedo facilita o que vem depois.

Existe um exame para procurar o tumor antes de qualquer sintoma, e ele tem público definido. Fumantes de 50 anos ou mais podem ter indicação de tomografia do tórax com baixa dose de radiação. Não serve para todo mundo: quem decide é o médico, olhando o histórico de cada pessoa.

O tratamento varia conforme o tipo e o estágio, e pode envolver cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Esta última tem uma dificuldade particular, porque o pulmão se mexe a cada respiração. Por isso as sessões são precedidas de planejamento.

O físico médico Paulo Petchvist explicou ao HojePR que esse movimento é medido numa tomografia feita antes do início do tratamento. A partir dessas imagens, a equipe define exatamente onde a radiação vai incidir, para acertar o tumor e poupar o tecido saudável em volta.

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