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Setembro Lilás: sinais de alerta e hábitos que reduzem risco de demência

Cerca de 1,8 milhão de brasileiros vivem com demência, segundo o Ministério da Saúde, e o esquecimento que atrapalha a rotina é o sinal que pede avaliação médica.

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Imagem ilustrativa: Close-up das mãos de uma pessoa idosa apoiadas em uma bengala.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Alexas Fotos / Pexels

Esquecer onde deixou a chave não é sinal de demência. O que pede avaliação médica é a falha de memória que começa a atrapalhar o dia a dia: repetir a mesma pergunta pouco depois de recebê-la, esquecer tarefas que sempre foram automáticas, se perder em caminhos conhecidos, mudar de comportamento de forma marcada.

Ao HojePR, o médico Luiz Fernando Petry, que responde pela direção clínica do CECPAR (Centro de Estudos Clínicos do Paraná), disse que esses sinais merecem investigação. Ele ponderou que nenhum deles significa, por si só, que a pessoa tem Alzheimer — a causa pode ser outra, e é isso que a consulta serve para separar.

O número que dá a dimensão do problema vem da Organização Mundial da Saúde: mais de 57 milhões de pessoas convivem com demência no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima cerca de 1,8 milhão.

A campanha Setembro Lilás usa o mês para insistir num segundo ponto: boa parte do risco se constrói ao longo da vida, e parte dele pode ser mudada. As recomendações da OMS são as mesmas que os médicos repetem para o coração. Manter atividade física regular. Tratar pressão alta, diabetes e colesterol, porque doença cardiovascular e metabólica também alcança o cérebro. Largar o cigarro. Não exagerar na bebida.

Há ainda a parte que não passa por remédio nem por consultório: continuar aprendendo, ler, manter passatempos e, sobretudo, não se isolar. Vínculo social e atividade que exige raciocínio entram nas mesmas listas oficiais de prevenção em que estão o exercício e o controle da pressão.

Tratar o esquecimento como coisa da idade é o que costuma atrasar o diagnóstico. Quando a alteração é constante e interfere na rotina, o caminho é procurar atendimento e investigar a causa.

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