Rock in Rio tem Foo Fighters, Calvin Harris e Elton John na abertura
O festival abriu a edição de 2026 com um Palco Mundo coberto de LED, teve o primeiro DJ a encerrar o palco principal e ouviu Gilberto Gil cogitar sua despedida.
O Rock in Rio 2026 encheu a Cidade do Rock no primeiro fim de semana, com ingressos esgotados em mais de um dia e uma escalação que foi do punk ao eletrônico. A cobertura dos quatro dias é do Curitiba Cult, que acompanhou o festival.
A abertura, na sexta-feira (4), foi de rock. Nova Twins, The Hives e Rise Against passaram pelo palco principal antes do Foo Fighters, que voltava ao festival sete anos depois. A banda de Dave Grohl percorreu várias fases da carreira, com "The Pretender", "Times Like These", "My Hero" e "Learn to Fly", e guardou "Everlong" para o fim.
O palco em si era novidade. A estrutura frontal do Palco Mundo ganhou 2.400 metros quadrados de painéis de LED de alta definição, integrados às apresentações.
No Palco Sunset daquela noite, o rock brasileiro se organizou em encontros. Di Ferrero revisitou o NX Zero e chamou Danilo Cutrim; Detonautas e Biquini dividiram o espaço; e o Capital Inicial fechou ao lado de Dado Villa-Lobos, com uma homenagem a Renato Russo.
No domingo (6), a chuva não esvaziou o gramado. Calvin Harris virou o primeiro DJ a encerrar o Palco Mundo, justamente no ano em que o festival marca 25 anos de música eletrônica na programação, e tocou "One Kiss", "We Found Love" e "Summer". Antes dele, o Black Eyed Peas incluiu funk carioca no repertório e recebeu Papatinho em "Rap do Silva". Nelly estreou no festival de camisa do Brasil. E o Barão Vermelho reuniu a formação original para homenagear Cazuza.
O encerramento do fim de semana coube a Elton John. Foi a única vez que ele subiu a um palco brasileiro em 2026. Desde que terminou a turnê "Farewell Yellow Brick Road", em 2023, o britânico de 79 anos faz apenas apresentações pontuais. Tocou "Your Song", "Tiny Dancer", "Rocket Man" e "Bennie And The Jets" para uma plateia que cantou junto, boa parte dela usando óculos inspirados nos figurinos dele.
Antes, Gilberto Gil ocupou o mesmo palco. Aos 84 anos e em turnê de despedida, ele esteve na primeira edição do festival, em 1985, e voltou com "Andar com Fé", "Toda Menina Baiana" e "Aquele Abraço". Ao sugerir que aquela poderia ser sua última vez ali, ouviu um "não" do público.
A noite ainda teve Jon Batiste, que misturou jazz, blues, gospel e ritmos brasileiros e releu "Mas, Que Nada" com Nêgah Santos e a bailarina Ingrid Silva. Quem abriu o palco principal foi Luísa Sonza, ao lado de Roberto Menescal, aproximando o pop da bossa nova.
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