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Seca e estoques menores podem reverter queda nos preços da soja, avalia economista

Em entrevista à CNN Brasil, Alexandre Mendonça de Barros diz que a safra 2026/27 pode marcar virada no ciclo de preços, com quebras no exterior e risco de menos chuva no Brasil.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Uma colheitadeira trabalha em uma vasta plantação de soja em Paragominas, no Pará.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: MELQUIZEDEQUE ALMEIDA / Pexels

O produtor rural chega à safra 2026/2027 com crédito caro, dívidas altas e dificuldade para financiar o plantio. Para o economista Alexandre Mendonça de Barros, sócio da E&Y, esse quadro pode mudar no próximo ciclo. Em análise à CNN Brasil, ele afirmou que o mercado internacional se aproxima de um ponto de virada: há riscos climáticos em alta, os estoques de grãos no mundo estão menores e a produção global deve crescer num ritmo mais lento.

Segundo o economista, os preços agrícolas costumam alternar alta e baixa em ciclos de três a quatro anos. O Brasil, disse ele, foi o principal motor da oferta recente: com mais área, tecnologia e produtividade, colocou perto de 50 milhões de toneladas a mais de grãos no mercado mundial, o que empurrou as cotações para baixo.

Clima no exterior e aqui

Mendonça de Barros citou problemas que, segundo ele, já estão acontecendo. A Europa vive uma seca severa, que derruba a colheita de milho e de trigo. Nos EUA, a estiagem castiga regiões de criação de gado e de cultivo de algodão, e as projeções de rendimento para soja e milho foram revistas para baixo.

No Brasil, de acordo com o economista, os modelos meteorológicos apontam risco relevante para a próxima safra, com possibilidade de chuvas abaixo do normal a partir de novembro e dezembro, sobretudo no Centro e no Nordeste. Ele lembrou o El Niño de 2015, quando algumas regiões perderam de 50% a 60% da produção, e observou que o norte de Mato Grosso, a Bahia, o Tocantins, o Piauí e o Maranhão ocupam hoje fatia bem maior da área plantada do que naquela época.

A leitura é uma projeção do economista, e não uma previsão oficial de safra. Para o produtor do Sul, o efeito possível é indireto: uma quebra em outras regiões ou países tende a sustentar os preços do grão.

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  • Crédito rural

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