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PF aponta que grupo de Vorcaro usava acesso de servidores do MPF para vigiar desafetos

Relatórios liberados no STF mostram consultas a processos sigilosos com credenciais de funcionários do Ministério Público no Maranhão e no Rio Grande do Sul; polícia apura se houve invasão.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Close-up de uma tela de computador exibindo uma mensagem de autenticação falhada.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Markus Spiske / Pexels

O grupo que trabalhava para o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entrava com frequência no sistema do Ministério Público Federal (MPF) usando o cadastro de servidores do órgão para consultar processos sigilosos sobre pessoas vistas como inimigas. A conclusão está em relatórios da Polícia Federal enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tornados públicos na quinta-feira (10), depois de determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, segundo reportagem do O Globo republicada pelo InfoMoney.

A PF chegou a isso analisando conversas de Vorcaro com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de "Sicário". De acordo com o jornal, ele integrava o que o banqueiro chamava de "a turma", junto com o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. O grupo monitorava e intimidava desafetos, numa lista que ia de um chef de cozinha e um barqueiro a um gestor de fundo que havia denunciado irregularidades do Master.

Como era o acesso

Segundo os investigadores, documentos repassados por Mourão foram gerados com o usuário de uma servidora do MPF lotada na Procuradoria da República no Maranhão, e esse cadastro aparece de forma recorrente em consultas, inclusive a procedimentos sigilosos. Também foi usado o login de um servidor do MPF no Rio Grande do Sul. A PF diz que ainda precisa esclarecer se as credenciais foram entregues voluntariamente ou se as contas foram invadidas.

As consultas alcançaram procedimentos de diferentes estados. Entre os alvos estavam apurações que envolviam o próprio banqueiro, os empresários Maurício Quadrado e Nelson Tanure e o gestor Vladimir Joelsas Timmerman, criador da Esh Capital e autor de denúncias públicas contra Vorcaro.

Os relatórios citam um episódio de julho de 2024. Na época, a imprensa noticiou que a Caixa havia dispensado dois empregados que se opuseram a que o banco estatal comprasse papéis do Master no valor de meio bilhão de reais. O banqueiro recorreu à "turma" para tentar apagar essas reportagens da internet.

O Globo procurou as unidades do MPF no Maranhão e no Rio Grande do Sul e aguardava resposta até a publicação.

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