Pular para o conteúdo
Hub News
Política Brasil

Oposição ameaça parar o Senado se Alcolumbre não abrir impeachment de Moraes

Líder da oposição diz ter 61 assinaturas contra o ministro e quer mudar o regimento para que 49 senadores bastem para iniciar processo por crime de responsabilidade.

Por Hub News

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Vista do Congresso Nacional em Brasília com impressionantes formações de nuvens no céu.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Diego Marcel via Pexels

Senadores de oposição avisaram que podem paralisar as votações do Senado se o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, continuar sem dar seguimento ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A cobrança foi renovada na segunda-feira (14), segundo a Rádio Pampa, que se baseou em informações do g1.

Pelas regras atuais, é o presidente do Senado quem decide, sozinho, se um pedido de afastamento de ministro do STF anda ou fica parado. É contra esse poder que a oposição se mobiliza.

A ameaça e os números

O senador Carlos Viana (PSD-MG) disse que, sem avanço, haverá obstrução permanente de todos os trabalhos da Casa, e que os oposicionistas estão fechados nessa cobrança. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o afastamento de Moraes já reúne 61 assinaturas — cerca de 75% das 81 cadeiras. Marinho também reclamou que Alcolumbre não aceita receber os senadores para discutir o tema.

Mudança no regimento

A segunda frente é alterar o Regimento Interno. Pela proposta anunciada por Marinho, um requerimento com a assinatura de 49 senadores — cerca de 60,5% do plenário — bastaria para abrir a apuração de crime de responsabilidade, sem depender do presidente. De acordo com o site Poder360, o líder disse querer que isso ocorra "independentemente da vontade do presidente da Casa". Se aprovada, a regra tiraria de Alcolumbre a palavra final sobre esses pedidos.

De onde vem a crise

A pressão cresceu depois que André Mendonça, o ministro que relata no STF as apurações sobre o Banco Master, tornou públicos relatórios da Polícia Federal. Um deles reúne 52 mensagens trocadas por Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, menciona encontros pessoais entre os dois e cita um contrato de cerca de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

A divulgação abriu um embate dentro do Supremo. Moraes acusou Mendonça de liberar os autos de forma seletiva e de esconder documentos; Mendonça negou e disse ter mantido em sigilo apenas o necessário para proteger apurações em curso e dados de terceiros.

Outra briga foi pelo material do aparelho do banqueiro. Os gabinetes de Zanin, de Gilmar Mendes e do próprio Moraes solicitaram a íntegra do que a perícia extraiu. Cumprindo ordem de Zanin, a PF informou na segunda-feira que já tinha repassado cópias do acervo digital aos três, e a Procuradoria-Geral da República se posicionou a favor de ampliar o acesso. O presidente do STF, Edson Fachin, separou os processos, e o plenário começou a julgar na terça-feira (15) o caso das mensagens atribuídas a Moraes.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.