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Greve dos Correios sem data para acabar pode atrasar entregas em todo o país

Paralisação começou na noite de quinta (10), depois de negociação salarial sem acordo no TST; plano de saúde é o principal impasse, e a estatal diz ter montado esquema para manter as entregas.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Entregador passa pacote de papelão com documentos de recebimento para assinatura.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Kampus Production / Pexels

Quem espera encomenda ou correspondência pelos Correios deve contar com possíveis atrasos. Os empregados da estatal cruzaram os braços às 22h de quinta-feira (10), numa greve sem data para terminar e com adesão de sindicatos de todos os estados, segundo a Findect, uma das federações da categoria. No Paraná, o Sintcom-PR confirmou a participação dos trabalhadores.

A paralisação foi aprovada em assembleias depois que as conversas sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 terminaram sem entendimento, mesmo após rodadas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A Fentect, outra federação, também aderiu ao movimento.

O que travou a negociação foi a assistência médica de empregados, aposentados e dependentes. De acordo com a Findect, a direção da empresa quer deixar de ser a mantenedora do plano de saúde, o que, para a federação, põe em risco o custeio e o atendimento. A entidade diz aguardar uma resposta da empresa e do governo federal.

Em nota citada pelo g1 e pelo JNotícias, os Correios informaram ter acionado um Plano de Continuidade de Negócios, com remanejamento de equipes, reforço operacional e medidas de logística para manter as entregas em dia. Segundo o JNotícias, a estatal afirma que sua proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo vigente, com reajuste de salários e benefícios pela variação integral do INPC a partir de 1º de agosto e manutenção da assistência à saúde.

Ainda não há balanço do percentual de adesão nem da lista de unidades afetadas, e o efeito sobre o atendimento pode variar de uma cidade para outra.

A greve chega num momento difícil para a empresa, que soma 15 trimestres seguidos no vermelho e teve prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Segundo apuração do g1, republicada pela Folha de Irati, os Correios contam com um novo empréstimo até 15 de setembro, desta vez de um consórcio com Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank. No fim de 2025, um grupo de bancos liberou R$ 12 bilhões à estatal.

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