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Saúde Brasil

Anvisa aprova remédio oral de uso contínuo para prevenir crises de enxaqueca

O atogepanto, vendido como Aquipta, é indicado para adultos com ao menos quatro crises por mês e age bloqueando o receptor do CGRP, uma das vias químicas envolvidas na doença.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Cartelas de comprimidos e cápsulas de cores variadas sobre uma superfície branca.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Polina Tankilevitch / Pexels

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em setembro o registro do Aquipta, nome comercial do atogepanto, um medicamento em comprimido para prevenir a enxaqueca. Ele é indicado para adultos que têm pelo menos quatro crises por mês, tanto na forma episódica quanto na crônica da doença, segundo o Bem Paraná.

Diferentemente dos remédios usados para aliviar uma crise que já começou, o atogepanto é tomado de forma contínua, com o objetivo de diminuir a frequência dos episódios. Em texto publicado pelo Bem Paraná, o neurologista Heitor Felipe, professor da Afya Educação Médica em Goiânia e Brasília, explicou que a droga bloqueia o receptor do CGRP, uma das principais vias bioquímicas ligadas à enxaqueca, e que ela pertence à primeira classe de medicamentos orais criada especificamente para prevenir a doença.

A aprovação se apoiou em dois estudos clínicos de fase 3, chamados ADVANCE e PROGRESS. Neles, quem usou o medicamento teve queda significativa no número de dias com enxaqueca por mês em comparação com quem recebeu placebo, tanto nos casos episódicos quanto nos crônicos.

A enxaqueca, também chamada de migrânea, é um dos tipos mais comuns de cefaleia, termo médico para dor de cabeça. A dor costuma ser forte, latejante e concentrada em um lado da cabeça, e pode vir com enjoo, vômito e incômodo com luz e barulho. As crises chegam a atrapalhar trabalho, estudo, atividade física, sono e convívio social.

Ainda de acordo com o Bem Paraná, o neurologista Marcelo José, professor da Afya Educação Médica em Montes Claros, afirmou que cerca de 20% dos pacientes têm aura, um conjunto de sintomas neurológicos passageiros que aparecem antes ou durante a crise, como alterações na visão, pontos de luz, manchas e formigamento.

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