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Farmácias e supermercados migram para jornada com dois dias de descanso

Nas redes que já mudaram, a carga semanal continua em 44 horas, só que espalhada por cinco dias — o formato alcança mais de 3,5 mil farmácias e cerca de 24 mil empregados do Grupo DPSP.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Funcionário de supermercado arrumando vegetais frescos em uma exibição de mercado.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Kampus Production via Pexels

Trabalhar cinco dias e descansar dois deixou de ser exceção em parte do comércio brasileiro. Redes de farmácia e de supermercado com lojas espalhadas pelo país passaram a substituir a escala 6x1 — seis dias de expediente e uma única folga — por um desenho que garante dois dias livres a cada semana.

Segundo o GMC Online, o formato já está em operação nas farmácias Raia e Drogasil, que o ampliaram depois de experiências feitas com grupos menores de funcionários. A troca alcançou mais de 3,5 mil farmácias das duas bandeiras.

O Grupo DPSP, dono das bandeiras Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, fez movimento parecido: a nova organização de jornada vale em cerca de 1.650 lojas e envolve aproximadamente 24 mil profissionais. No varejo alimentar, o Savegnago experimentou o modelo em uma única unidade antes de estendê-lo às lojas do Savegnago Supermercados.

A carga horária não diminuiu

Escala e jornada são coisas diferentes, e a distinção pesa na rotina de quem está no balcão. Nos casos relatados, o contrato continua prevendo 44 horas semanais. O que mudou foi a distribuição: as mesmas horas passam a caber em cinco dias de expediente, em vez de seis.

Para o trabalhador, o efeito prático é ter dois dias fora da loja num setor que funciona durante quase toda a semana e depende de equipes em turnos variados.

Por que as empresas mudaram

A reorganização aparece num momento em que o varejo enfrenta dificuldade para preencher vagas e para segurar quem já contratou. Supermercados e farmácias precisam de equipes numerosas para atender o público, e a promessa de duas folgas ajuda a tornar a vaga mais competitiva. As empresas também apostam que o arranjo reduza a saída de funcionários.

Nada disso depende do Congresso. Embora o fim da escala 6x1 esteja em discussão no debate nacional sobre relações de trabalho, as mudanças adotadas por essas redes partem de decisão interna sobre como distribuir a jornada — não de alteração na legislação. Ou seja: quem trabalha em outra empresa do setor não passa a ter direito automático ao mesmo formato, porque cada rede decide sozinha se muda e quando.

  • Escala 6x1
  • Escala 5x2
  • Jornada de trabalho
  • Folga semanal
  • Varejo
  • Farmácia
  • Supermercado
  • Direitos trabalhistas

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