Ensino médio tem três professores com 60 anos ou mais para cada docente de até 24
Levantamento do Instituto Semesp aponta que os temporários passaram de 32% para 43% dos docentes da rede pública entre 2015 e 2025, e projeta um jovem para cada seis veteranos em 2040.
A renovação dos professores do ensino médio no Brasil perdeu fôlego na última década. Em 2015, as escolas contavam com praticamente um docente de até 24 anos para cada colega de 60 anos ou mais. Em 2025, a relação passou a ser de cerca de um para três. Os números estão na segunda edição da pesquisa "Apagão dos Professores", do Instituto Semesp, apresentada na quarta-feira (16), segundo noticiou o portal Maringá.com.
A apresentação ocorreu em São Paulo, durante a 28ª edição do Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro. O encontro tem a participação de autoridades do MEC e da Unesco, além de delegações do México, da Colômbia, da China e da África do Sul.
Menos jovens, mais veteranos
Os docentes mais novos, com no máximo 24 anos, somavam 17,3 mil em 2015. Dez anos depois, restavam 11,9 mil — uma redução de 31,1%. No outro extremo, o contingente com 60 anos ou mais mais que dobrou: eram 18,2 mil e chegaram a 37,3 mil, alta de 104,5%.
Para medir o problema, o instituto criou a Taxa de Renovação Docente, que compara as duas faixas de idade — quanto mais baixa, mais difícil repor quem se aposenta. O índice recuou de 0,95 para 0,32 no período. Se a tendência continuar, o Semesp estima que em 2040 haverá seis docentes na faixa dos 60 anos ou mais para cada um com até 24.
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A situação mais crítica é a de Geografia, com taxa de 0,216. Logo acima aparecem as outras disciplinas com os piores resultados:
- Artes: 0,278
- Filosofia: 0,274
- Sociologia: 0,263
- Língua Portuguesa: 0,240
- História: 0,234
Vínculos mais frágeis
A pesquisa também registrou mudança no tipo de contratação na rede pública. Os professores temporários eram 146 mil e passaram a 205 mil, crescimento de 40,4%; sua participação no quadro subiu de 32,2% para 43,4%. Em sentido contrário, o grupo de concursados, efetivos ou estáveis, que girava em torno de 305 mil, ficou em 255 mil. Esses profissionais eram 67,2% dos docentes dez anos atrás e agora representam 54,1%.
Na avaliação do Semesp, o envelhecimento dos profissionais, com cada vez mais gente perto da aposentadoria, e o uso intenso de contratos temporários e terceirizados tendem a dificultar a reposição de professores nas escolas públicas.
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Leia em outras fontes
- Maringa.Com — "Apagão dos professores": estudo aponta escassez de novos docentes na rede pública 16/09/2026
O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.
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