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Em comício no DF, Lula descarta dinheiro federal para salvar o BRB

Candidato à reeleição, o presidente culpou a relação entre Ibaneis Rocha e Daniel Vorcaro pela crise do banco e acusou Eduardo Bolsonaro, sem provas, de buscar interferência de Trump na eleição.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Congresso Nacional do Brasil com céu limpo ao fundo na paisagem arquitetônica de Brasília.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: João Pavese via Pexels

O Banco de Brasília (BRB) não terá socorro da União. A garantia foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, em ato de campanha na Ceilândia, no Distrito Federal, na noite de quarta (16), conforme o relato publicado pelo Diário do Grande ABC.

A crise do banco

Para o presidente, o problema tem origem na proximidade entre o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. Lula afirmou que o banco distrital pagou R$ 12 bilhões por títulos inexistentes. "Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro", declarou no palanque.

A atual governadora, Celina Leão, também foi alvo: Lula a chamou de cínica e mentirosa por, na visão dele, tentar transferir a culpa para o Palácio do Planalto. O petista contou ter ouvido que, sem aporte federal, o pagamento do Bolsa Família ficaria ameaçado. Respondeu que a população não ficará desamparada, mas que o banco não receberá ajuda: "não vamos dar dinheiro para o BRB".

Ataques aos adversários

O discurso também teve como alvo a família Bolsonaro. Sem mostrar evidência, Lula afirmou que Eduardo, que deixou a Câmara dos Deputados, está em território americano tentando fazer Donald Trump se intrometer na disputa presidencial. Na versão do petista, ele cumpre ordens de Flávio Bolsonaro, senador que concorre ao Planalto pelo PL e é o principal rival de Lula. O presidente usou a expressão "político vira-lata" para descrever quem, segundo ele, exibe a bandeira brasileira e se submete aos Estados Unidos.

Lula disse ainda que terá um encontro com Trump na terça-feira (22), à margem da Assembleia-Geral da ONU, e que vai pedir ao colega que não se meta na eleição do Brasil.

Sobre Flávio, o petista declarou que ele representa um grupo favorável à privatização de praias. Também zombou das duas candidatas bolsonaristas ao Senado pelo DF, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, afirmando que uma pôs o irmão e a outra, o filho, na suplência.

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