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Dólar sobe 0,86% e fecha a R$ 5,2265, maior cotação desde o fim de março

A moeda americana ganhou força no mundo com o impasse entre EUA e Irã e a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos; em setembro, a alta acumulada chega a 0,90%.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Notas de dólar americano espalhadas, sem pessoas.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: geralt via Pixabay

O real perdeu terreno nesta segunda-feira (28) e o dólar terminou o pregão cotado a R$ 5,2265, em alta de 0,86%. É o fechamento mais alto desde 30 de março. Durante a manhã a moeda chegou a passar de R$ 5,22, recuou um pouco à tarde e voltou a subir perto do encerramento.

Com o resultado, a divisa americana soma valorização de 0,90% em setembro, depois de ter avançado 2,16% em agosto. Para quem compra produto importado, viaja ao exterior ou acompanha preço de combustível, é um movimento que costuma chegar ao bolso com algum atraso.

O que puxou a alta

Operadores atribuem a subida sobretudo ao cenário externo. Estados Unidos e Irã não chegaram a acordo no fim de semana para encerrar o conflito no Oriente Médio nem para liberar por completo o Estreito de Ormuz, o que segura o petróleo em patamar elevado. Somam-se a isso dados fortes da economia americana e declarações duras de dirigentes do Federal Reserve, que empurraram para cima os juros dos títulos do Tesouro dos EUA e enfraqueceram moedas de países emergentes.

Segundo o Diário do Grande ABC, o economista Fabrizio Velloni avalia que a aposta em novos aumentos de juros pelo Fed fortaleceu o dólar diante de todas as moedas, e que a inflação americana preocupa não só pelo petróleo, mas também por migração e tarifas.

Eleição e contas públicas

No front doméstico, investidores acompanham a disputa presidencial. A pesquisa Quaest divulgada no mesmo dia mostrou Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados com 42% num eventual segundo turno; na rodada anterior, Flávio tinha 42% e Lula, 41%. Ainda assim, o real caiu menos que outras moedas latino-americanas.

Velloni vê no reajuste do Bolsa Família e na proibição das bets sinais de piora fiscal, mas diz que a chance de a oposição vencer impede uma desvalorização maior do real. Ele espera mais volatilidade nesta semana, com campanhas mais agressivas.

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