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Câncer de bexiga é desconhecido por 81% dos brasileiros com mais de 60 anos

Pesquisa da Pfizer com o Instituto Oncoguia mostra que o grupo mais atingido pela doença é o que menos reconhece o sangue na urina como sinal de alerta para procurar um médico.

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Imagem ilustrativa: Tubos de coleta organizados em um suporte laranja, ao lado de mão com luva, em laboratório de análises.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Plato Terentev / Pexels

Sangue na urina, mesmo que apareça uma vez só e sem dor, é motivo para marcar consulta. O alerta vale especialmente para quem tem mais de 60 anos, faixa em que o câncer de bexiga mais aparece e, ao mesmo tempo, é menos conhecido.

Uma pesquisa feita pela Pfizer junto com o Instituto Oncoguia, divulgada na quarta-feira, 2, mostrou que 81% dos brasileiros nessa idade nunca ouviram falar da doença ou sabem muito pouco sobre ela. Entre os homens do mesmo grupo, 32% não conseguem apontar quais são os sintomas.

O desconhecimento cresce justamente onde o risco é maior. Perguntados se sangue na urina é sinal de alerta, 70% dos entrevistados de 25 a 34 anos responderam que sim. Na faixa dos 60 ou mais, o índice cai para 55%.

O tumor se forma nos tecidos da bexiga, órgão que guarda a urina produzida pelos rins até ela ser eliminada. O Instituto Nacional de Câncer projeta 13.110 novos diagnósticos anuais no triênio que termina em 2028. A divisão estimada é de 4.070 mulheres e 9.040 homens por ano.

Oncologista clínica e gerente médica de oncologia da Pfizer no Brasil, Luciana Zapata afirmou, em declaração reproduzida pela CNN Brasil, que levar informação de qualidade a esse público pode ajudar no reconhecimento dos sinais e antecipar o diagnóstico. Ela lembra que a doença costuma dar indícios desde as fases iniciais, e que a identificação precoce amplia as chances de um tratamento bem-sucedido.

Além do sangue na urina, vale procurar um médico diante de dor ou ardência ao urinar, vontade de ir ao banheiro com mais frequência do que o habitual e a sensação de não ter esvaziado a bexiga por completo.

Sobre as causas, o que as pessoas acreditam e o que a medicina aponta não coincidem. Entre os entrevistados, 58% elegeram o histórico familiar como principal fator de risco e 57% citaram infecções urinárias crônicas. As duas causas mais associadas ao tumor, porém, são o uso de tabaco e a exposição a substâncias químicas.

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