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Bolsa Família sobe para R$ 691 em outubro e entra no Orçamento

O piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio vai de R$ 675 para R$ 777; o custo de R$ 5,8 bilhões saiu da revisão para baixo de despesas obrigatórias, diz o Planejamento.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Uma nota de 100 reais brasileira dobrada contra um fundo preto, destacando seu design e cor.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Daniel Dan via Pexels

O reajuste do Bolsa Família anunciado na semana passada ganhou lugar nas contas de 2026. O piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691 já em outubro, e o benefício médio pago às famílias passa de R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento.

A mudança apareceu no relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado na quinta-feira (24) pela equipe econômica. O custo do aumento neste ano é de R$ 5,8 bilhões.

De onde saiu o dinheiro

O espaço no Orçamento apareceu porque as projeções de gastos com a Previdência Social, o BPC, pessoal e subsídios foram revistas para baixo — nenhuma despesa foi cortada. "Não estamos falando de cortar uma despesa", afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, segundo o O Sul. Ele disse que o aumento só foi liberado depois que ficou claro que a projeção dos benefícios do INSS cairia, por eficiência orçamentária.

O déficit projetado aumentou

A mesma revisão piorou a previsão de rombo nas contas do governo. A estimativa saltou para R$ 80,9 bilhões, contra os R$ 52 bilhões calculados antes — em proporção do PIB, o buraco vai de 0,38% para 0,59%. Como a meta fiscal deste ano admite déficit de até R$ 67,3 bilhões, a equipe econômica contingenciou R$ 13,6 bilhões para não descumpri-la, o que deixa o resultado projetado dentro do limite do arcabouço.

No saldo das travas orçamentárias, os ministérios ficaram com R$ 1,9 bilhão a mais para gastar. A retenção total recuou de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões: o bloqueio ligado ao limite de gastos caiu para R$ 2,4 bilhões, com a liberação de R$ 15,5 bilhões, e sobre isso entrou o novo contingenciamento.

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