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Bandeira verde derruba o custo extra da conta de luz em outubro

A Aneel encerrou cinco meses de bandeira amarela, que cobrava R$ 1,885 a cada 100 kWh; a chuva no Sul e no Sudeste recompôs os reservatórios e dispensou as termelétricas mais caras.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Medidores de energia instalados em parede externa residencial.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Robert So via Pexels

A conta de luz de outubro chega sem o acréscimo cobrado desde maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu na sexta-feira (25) a bandeira verde para o mês, o que significa tarifa sem nenhum custo adicional.

Nos cinco meses anteriores valeu a amarela, que soma R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Esse valor deixa de aparecer na fatura.

O motivo é a chuva. As precipitações que caíram sobre o Sul e o Sudeste recompuseram os reservatórios das hidrelétricas, informou a agência, num momento em que parte das grandes bacias já deixa o período seco e entra no úmido. Com água nos lagos, o sistema dispensa boa parte das termelétricas — que geram a um custo bem mais alto e são o que empurra a bandeira para cima.

A conta de setembro ainda subiu

O alívio não apaga o mês que está terminando. A energia elétrica residencial ficou 7,42% mais cara em setembro, depois de cair 6,25% em agosto, e foi o item de maior peso individual entre as altas do IPCA-15 divulgado na mesma sexta-feira. A alta era aguardada: o que tinha derrubado a conta em agosto era um desconto temporário ligado a Itaipu, e ele acabou.

Como funcionam as bandeiras

Criado pela Aneel em 2015, o sistema sinaliza quanto está custando gerar a energia do Sistema Interligado Nacional, e a cor de cada mês sai da previsão desse custo. A verde não cobra nada. A amarela acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh. A vermelha tem dois patamares, de R$ 4,46 e de R$ 7,87 para o mesmo consumo.

Em 2026 a vermelha não chegou a ser acionada, segundo o Bem Paraná: foram quatro meses de verde, de janeiro a abril, e cinco de amarela na sequência. O ano passado foi bem pior para o consumidor — a vermelha entrou em junho e só saiu em novembro, alternando entre os dois patamares.

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