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Apostas online custam R$ 30,6 bilhões por ano ao SUS, aponta estudo

A procura por atendimento na rede pública por dependência de jogo subiu 140% em cinco anos, enquanto só 1% do que as casas de apostas arrecadam chega ao Ministério da Saúde.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Silhueta de um adulto usando um smartphone perto de uma janela com iluminação suave.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Victor Ebeku via Pexels

Os danos à saúde provocados pelas apostas online custam R$ 30,6 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde. O número é de um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que soma o gasto com o tratamento de depressão e de ansiedade ao efeito das mortes por suicídio.

Do lado da receita, a proporção é outra: segundo o Maringa.Com, apenas 1% do que as operadoras arrecadam é repassado ao Ministério da Saúde para conter esses danos. E a demanda não parou de crescer — o atendimento buscado na rede pública por dependência de apostas e de jogos de azar subiu 140% em cinco anos.

A porta de entrada aberta em fevereiro

O diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, afirmou que a alta aparece em toda a Rede de Atenção Psicossocial, e que foi ela que motivou a criação de um teleatendimento dedicado a jogos e apostas. "Nós tivemos uma procura de 20 mil pessoas que se cadastraram após fazerem um teste", disse ele, em declaração publicada pelo Maringa.Com, sobre o canal eletrônico aberto em fevereiro.

A capacidade do serviço foi ampliada de 600 para até 100 mil teleatendimentos por mês. A ampliação saiu em parceria com a AgSUS, a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS.

Cinco milhões de CPFs bloqueados

Outro termômetro está na plataforma de autoexclusão criada pelo Ministério da Fazenda: mais de 5 milhões de CPFs já foram bloqueados nos sites de apostas autorizados a operar pelo governo federal. O bloqueio alcança pessoas em programas de renegociação de dívidas e quem recebe o Benefício de Prestação Continuada ou o Bolsa Família.

Mais de 1 milhão de pessoas pediram a autoexclusão por conta própria. Quase metade delas apontou problemas de saúde mental ligados às apostas.

Onde procurar ajuda

O atendimento psicológico a distância é acessado pelo portal Meu SUS Digital; o presencial, nas unidades básicas de saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial. O serviço é sigiloso e atende também familiares de quem tem o problema.

Há ainda os grupos de apoio, como a irmandade Jogadores Anônimos, em encontros presenciais ou pela internet. O Centro de Valorização da Vida atende pela internet e pelo telefone 188.

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