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437 dos 513 deputados tentam reeleição em 2026, e dobra o número de candidatos ao Senado

Levantamento da Câmara mostra 11 deputados a menos tentando renovar o mandato do que em 2022; 42 disputam o Senado, 11 vão para assembleias e 13 não concorrem a cargo nenhum.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista do Congresso Nacional, em Brasília, com sua arquitetura modernista sob céu nublado.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Magali Guimarães / Pexels

A Câmara dos Deputados terá 437 de seus 513 integrantes atuais tentando voltar à Casa nas eleições de outubro, o que corresponde a 85,19% da bancada. Em 2022, eram 448 os candidatos à reeleição, ou seja, 11 a mais, segundo dados da Agência Câmara Notícias reproduzidos pela Gazeta Guarapuava.

A mudança mais visível está em quem decidiu trocar de cargo. Há quatro anos, 21 deputados federais concorreram ao Senado; agora são 42, o dobro. Também subiu, de seis para 11, o número dos que miram uma cadeira nas assembleias legislativas.

Como se distribuem as candidaturas

  • 437 buscam novo mandato na Câmara;
  • 42 concorrem ao Senado;
  • 11 tentam vaga em assembleia legislativa;
  • 5 são candidatos a governador;
  • 3 aparecem como primeiro suplente de senador;
  • 1 disputa a Vice-Presidência da República;
  • 1 concorre a vice-governador;
  • 13 ficaram fora da disputa por qualquer cargo.

Com menos parlamentares no páreo pela reeleição, cresce a chance de renovação na Câmara. O tamanho dela, no entanto, só se conhece nas urnas, a depender do resultado de quem já tem mandato e de quem tenta chegar pela primeira vez.

Vantagem de quem já está no cargo

Em entrevista à Rádio Câmara, Neuriberg Dias, que responde pela área de documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), avaliou que os deputados em exercício largam na frente, por terem acesso ao Fundo Eleitoral e poderem indicar emendas parlamentares individuais. Para ele, as emendas de execução obrigatória mudaram, a partir de 2015, a relação dos parlamentares com o Executivo: eles passaram a mandar recursos diretamente a prefeituras e programas em suas bases, o que os coloca em condição diferente da de quem disputa pela primeira vez.

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