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Viações sob apuração por vínculo com o PCC cumprem meta em 24% das linhas

Das 524 linhas operadas pelas empresas sob investigação da Polícia Civil, 24% atingem o mínimo de viagens previsto em contrato; entre as demais viações da capital, o índice é de 36%.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de cruzamento urbano movimentado em São Paulo, em preto e branco
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: dduenhas via Pixabay

Das 524 linhas de ônibus que estão nas mãos de empresas investigadas pela Polícia Civil por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), só 24% entregam o número mínimo de viagens que a Prefeitura de São Paulo contratou. Entre as viações que não são alvo da apuração, o índice sobe para 36%. Os dados são da SPTrans e foram divulgados pelo G1.

O contrato com a cidade determina que cada empresa realize ao menos 97% das viagens programadas. Quem está mais longe disso é a A2 Transportes, que reúne as dez linhas de pior desempenho da capital, de acordo com a Prefeitura. Para a Polícia Civil, a companhia é usada pelo PCC como estrutura de lavagem de dinheiro — suspeita que segue em investigação, sem decisão sobre responsabilidade.

Na semana passada, a apuração alcançou o comando da A2: Júlio Salvador Filho, apontado como um dos diretores, teve prisão temporária decretada, e a mesma medida atingiu Paulo Sirqueira, presidente da empresa e apelidado de Paulo Camarão. Outras dez viações que circulam pela cidade respondem à mesma linha de investigação.

O que o passageiro enfrenta

Na 5018-10, que faz o trajeto entre o Shopping Interlagos e o Jabaquara, três partidas estavam previstas entre 17h e 17h30 desta terça-feira (22) e apenas uma saiu. A linha deixou de rodar quase metade do que devia ao longo do ano, conforme o levantamento mais recente, de maio. Ao G1, a técnica de enfermagem Elisa Joana resumiu o que sobra para quem depende do ponto: "Ninguém merece esperar o ônibus debaixo de chuva. Pior ainda se ele não aparecer".

O caso da A2 não é o primeiro a levar a Prefeitura a intervir: em 2024, a administração municipal assumiu a gestão da Transwolff, que também era investigada. Na zona leste, a TransUnião ficou abaixo da meta em 51 das 52 linhas que opera, e o pior resultado é o da 2704-10, entre o Jardim Robru e o Metrô Itaquera.

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