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Segurança São Paulo, SP

Prefeitura exige saída de diretores da A2 e ameaça intervir na concessionária

Dois executivos da empresa de ônibus são alvos da Operação Vectura Corrupta, que apura a presença do PCC no transporte coletivo; sem o afastamento, o município pode decretar intervenção.

Por Hub News São Paulo

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Ônibus urbano vermelho passando por lojas em uma rua movimentada
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: carlos Eduardo via Pexels

A Prefeitura de São Paulo deu um ultimato de 24 horas à A2 Transportes: dois diretores investigados por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) precisam deixar o comando da empresa. A notificação saiu na quinta-feira (17), e o município avisou que pode decretar intervenção na concessionária de ônibus se o prazo terminar sem resposta.

Um dos diretores é Júlio Salvador Filho. O outro, Paulo Sirqueira Korek Farias, comanda o Esporte Clube Água Santa e, para os investigadores, agiria como suposto "testa de ferro" da facção à frente de duas operadoras. Os dois também têm participação na Translíder, que atende Cubatão e não roda na capital.

A decisão foi anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes depois da reunião de um comitê de crise que juntou a SPTrans, a Controladoria-Geral, a Procuradoria-Geral do Município e a pasta de Transportes. Segundo ele, as linhas da A2 na capital seguem circulando normalmente.

Os nomes surgiram na Operação Vectura Corrupta, conduzida pelo MP-SP com a Polícia Civil para investigar a presença da facção em empresas de ônibus e nos contratos que elas mantêm com o poder público. Os agentes cumpriram 18 buscas e 16 ordens de prisão em endereços da capital, do Grande ABC e do litoral. O caso é desdobramento da Operação Dercúrio, de agosto de 2024, que tratou da lavagem de dinheiro do tráfico.

Um dos presos é Levi dos Santos Oliveira, que dirigiu a SPTrans até o início de 2025 e passou por secretarias municipais ligadas à mobilidade. Para os investigadores, ele manteve encontros regulares com um suposto intermediário da facção, sobretudo depois da Operação Fim da Linha. A defesa dele não retornou o contato da reportagem do Estadão reproduzida pelo Diário do Grande ABC. Ao mesmo jornal, Nunes disse ter recebido a prisão com espanto e lembrou que Oliveira fez carreira dentro da companhia municipal.

Outro procurado é Milton Leite, do União Brasil, que comandou a Câmara paulistana por seis anos e não foi encontrado pelos policiais. Em nota citada pelos dois veículos, ele negou as acusações, disse que não está foragido e afirmou que se apresentaria às autoridades em até 24 horas.

A administração municipal lembrou que já havia agido de forma parecida contra as concessionárias Transwolff, UpBus e Transunião.

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