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Segurança São Paulo, SP

Duplas em motos quebram vidros de carros para roubar celulares em São Paulo

Casos na zona sul e na zona leste mostram assaltantes usando motocicletas com placas adulteradas; secretário da Segurança anuncia patrulhas da PM também sobre duas rodas a partir desta semana.

Por Hub News São Paulo

3 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Avenida do Estado, aproximando-se da Região central de São Paulo, esquina com a Avenida Mercúrio.
Foto: Rafael-CDHT via Wikimedia Commons (Public domain)

Os roubos em que criminosos estouram o vidro de carros parados no trânsito para levar celulares e bolsas ganharam um novo formato em São Paulo. Em vez de agir a pé ou de bicicleta, os assaltantes passaram a chegar em dupla, de motocicleta: um desce da garupa para atacar o veículo enquanto o outro mantém a moto pronta para a fuga, muitas vezes com a placa adulterada. O retrato aparece em duas reportagens do Estadão.

A resposta anunciada pelo governo segue a mesma lógica. Ao jornal, o secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, disse que dezenas de motocicletas da Polícia Militar reforçam o patrulhamento a partir desta semana, com dois policiais em cada uma — um pilota e o outro vai atrás — para tornar as abordagens mais rápidas.

Onde os ataques foram registrados

Motoristas de aplicativo e ocupantes que deixam o celular à vista ou a bolsa no colo são os alvos preferenciais. Na Avenida Presidente Tancredo Neves, na zona sul, a influenciadora Tabata Lenk, de 23 anos, teve o aparelho levado no dia 28 de agosto, e a câmera instalada dentro do carro gravou a ação. As duas reportagens divergem sobre a duração: uma fala em menos de cinco segundos, a outra em menos de cinco minutos. Ao Estadão, ela contou que costuma guardar os pertences, mas se descuidou naquele dia, e que depois colocou película antivandalismo nos vidros. A SSP afirma que os suspeitos já foram identificados.

No Ipiranga, também na zona sul, o presidente do conselho de segurança do bairro, Antônio Carlos Boucault, relatou ao jornal ao menos dois ataques de dupla em moto na Rua Agostinho Gomes, em maio e em agosto, ambos à tarde e com fuga pela contramão. Para ele, capacete e placa adulterada deixam os criminosos mais protegidos do que os jovens de bicicleta de antes.

O empresário Aleksandro Okanha Martins, morador de Santo André, disse ao Estadão que teve o vidro quebrado no fim de agosto, por volta das 21h30, na Avenida do Estado, perto do acesso ao Ipiranga, enquanto usava o GPS no celular preso à janela. O cartão guardado atrás do aparelho também foi levado: os ladrões sacaram R$ 10 mil e ainda tomaram um crédito de R$ 41 mil em nome dele.

O jornal cita também ocorrências na Avenida dos Bandeirantes, perto de Congonhas, e na zona leste, na Avenida Anhaia Mello. Nessa via da Vila Prudente, dois homens numa CB 300R que usavam um dispositivo para esconder a placa foram presos em maio pela Guarda Civil Metropolitana, segundo a Prefeitura.

O que diz a Secretaria da Segurança

A SSP informou não ter localizado os registros dos casos do Ipiranga. Segundo a pasta, na área da 2ª Seccional Sul, os roubos de veículos recuaram 49%, e o total de roubos, 14,8%. Na capital, de janeiro a julho, os roubos de celular caíram 15,4% e os furtos, 2,6%, na comparação com 2025. Desde 2023, mais de 85,2 mil aparelhos foram recuperados no estado.

Como reduzir o risco

Especialistas ouvidos pelo Estadão recomendam atenção nos cruzamentos e, no semáforo, preferir as faixas do meio, cercadas por outros carros, sem deixar o veículo encurralado. No centro, trechos como as avenidas Tiradentes e do Estado, o Viaduto Júlio de Mesquita Filho e a Baixada do Glicério já são conhecidos pelos ataques. Como a luz da tela atrai os ladrões, a orientação é usar o celular com discrição e, para quem depende do GPS, deixá-lo mais baixo no painel, num suporte firme.

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