Pular para o conteúdo
Hub News
Segurança São Paulo, SP

Corregedoria da PM conclui que soldado quis matar Thawanna em Cidade Tiradentes

Relatório enviado à Justiça Militar vê indícios de homicídio doloso qualificado e descarta legítima defesa na morte da ajudante-geral, baleada durante abordagem em abril na zona leste.

Por Hub News São Paulo

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Vista atmosférica de fachada clássica com colunas e ruas molhadas em São Paulo
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Wallace Chuck via Pexels

A soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, tinha a intenção de matar quando disparou contra Thawanna da Silva Salmázio, ajudante-geral de 31 anos, numa abordagem feita em abril em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Essa é a conclusão da Corregedoria da Polícia Militar, revelada pelo Metrópoles.

De acordo com o jornal, a investigação interna não encontrou nada que demonstre que a policial se defendia no momento do tiro. O caso pode configurar homicídio doloso qualificado, e o relatório também enquadra a conduta da soldado como crime comum, crime militar e falta disciplinar.

Onde o caso está

A Corregedoria mandou o documento ao Tribunal de Justiça Militar. Não há, por enquanto, pedido de prisão preventiva — e, em nota, a Justiça Militar do Estado disse que o indiciamento ainda não tinha chegado até ela. A morte também é alvo de inquérito no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil.

Tanto Yasmin quanto um segundo PM que estava na ocorrência seguem longe das ruas. Ela acompanha o processo em casa e, por ordem da Justiça, está impedida de andar armada. O colunista Alfredo Henrique, do Metrópoles, informou que a soldado espera o primeiro filho.

Procurada pelo jornal, a defesa da soldado não havia respondido. Já os advogados da família de Thawanna avaliam que a Corregedoria foi firme ao registrar a ausência de provas de que a mulher tenha oferecido ameaça capaz de matar ou risco imediato que tornasse necessário atirar.

As imagens daquela madrugada

Às 2h58, uma câmera de segurança na Rua Edimundo Audran captou Thawanna e o companheiro andando de mãos dadas. Os dois deixam o campo da imagem e, em seguida, passa uma viatura da PM. A discussão que veio depois não aparece no vídeo, mas parte dela foi gravada pelo áudio.

Reportagens anteriores do Metrópoles mostraram que a soldado saiu da viatura para entrar na briga, que a vítima ficou cerca de meia hora sem socorro e que o Instituto Médico Legal atribuiu a morte a uma hemorragia interna.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.