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Política São Paulo, SP

CCJ da Câmara de SP adia projeto da Prefeitura sobre carreira de controle interno

Pedido de vistas travou proposta que reorganiza auditores municipais; a comissão também devolveu texto sobre servidores do meio ambiente e aprovou parecer de outros 36 projetos.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Uma mesa de escritório limpa e organizada com documentos, um computador e uma cadeira em um ambiente de trabalho moderno.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Kampus Production via Pexels

Os dois projetos enviados pela Prefeitura de São Paulo que estavam na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) da Câmara Municipal saíram da reunião desta quarta-feira (16) sem votação concluída. Um deles foi alvo de pedido de vistas; o outro voltará a ser examinado por causa de um erro numa emenda. Das outras 37 propostas da pauta de 39 itens, 36 receberam parecer favorável quanto à legalidade e uma foi adiada.

Controle interno e meio ambiente

A vereadora Silvia da Bancada Feminista (PSOL) pediu vistas do PL 699/2026, que cria o Quadro dos Profissionais de Gestão Governamental (QPGG), trata das carreiras de auditor municipal de controle interno e muda o modelo da gratificação paga por serviços de controladoria. Na proposta, a gestão municipal diz buscar a modernização da governança e do controle interno da cidade, com reajuste dessa gratificação e criação de outra, ligada a trabalhos técnicos, para os quadros da Controladoria Geral do Município.

Já a redação final do PL 526/2026 ficou sem votação. O texto, aprovado em definitivo pelo plenário no começo de setembro, cria o Quadro dos Profissionais do Meio Ambiente (QPMA), abre cargos e melhora a remuneração de servidores do Quadro de Gestão Administrativa Superior (QGAS). Técnicos legislativos apontaram incoerência em uma das emendas, e a matéria retorna à CCJ. Segundo a Rede Câmara SP, o líder do governo, Fabio Riva (MDB), atribuiu o problema ao protocolo de uma emenda errada e disse que a correção preserva um acordo feito com a Associação dos Contadores.

Propostas que avançaram

  • Educação: o PL 999/2025, de Sonaira Fernandes (PL), obriga as escolas públicas municipais a fornecer kits de apoio a alunos com deficiência visual.
  • Violência contra a mulher: o PL 1552/2025 cria o programa Recomeçar com Dignidade, que acompanha mulheres vítimas de violência depois da alta hospitalar ou do atendimento de emergência. O autor é André Santos (Republicanos), e a coautora, Pastora Sandra Alves (União), hoje afastada do mandato.
  • Síndrome de Down: o PL 401/2026, de Dr. Milton Ferreira (Podemos), inclui pessoas com a síndrome entre os beneficiários do Atende+, o Serviço de Atendimento Especial.
  • Participação social: o projeto de resolução 020/2026, de Professor Toninho Vespoli (PSOL), cria uma frente parlamentar em defesa das organizações da sociedade civil.

Bets e garrafas de bebida

A comissão também juntou propostas de mesmo objeto, que passam a tramitar em conjunto. O PL 902/2025, de Celso Giannazi (PSOL) e Ricardo Teixeira (União), que proíbe propaganda de casas e aplicativos de apostas em equipamentos públicos municipais, foi anexado ao PL 553/2025, de Adrilles Jorge (União), que veta publicidade de apostas esportivas e jogos online em espaços públicos e prevê campanhas educativas sobre os riscos. Em declaração reproduzida pela Rede Câmara SP, Giannazi afirmou que, mesmo legalizadas no país, as plataformas de apostas são um risco e que é "inadmissível" o município ser permissivo com a divulgação delas.

O mesmo ocorreu com o PL 1402/2025, de Kenji Ito (Podemos), que manda estabelecimentos comerciais destruírem garrafas de bebida alcoólica para que não possam ser reaproveitadas. Ele será analisado junto com o PL 1215/2025, de Toninho Vespoli, que impõe a inutilização dessas garrafas como forma de prevenir reuso indevido e adulteração de bebidas.

Sandra Santana (MDB) presidiu os trabalhos, ao lado de Sansão Pereira (Republicanos) e Silvia da Bancada Feminista. Assinaram a lista de presença, ainda, Thammy Miranda (PSD), Janaina Paschoal (PP), Adrilles Jorge e Lucas Pavanato (PL).

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