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Educação São Paulo, SP

Bibliotecários cobram concurso e biblioteca em cada escola da rede de SP

Em audiência na Comissão de Administração Pública, profissionais afirmaram que a Lei de Universalização das Bibliotecas não é cumprida e que o concurso com 50 vagas ainda não tem edital publicado.

Por Hub News São Paulo

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Bibliotecários, professores e conselhos da categoria foram à Câmara Municipal de São Paulo cobrar que as escolas da rede municipal tenham bibliotecas, e não apenas salas de leitura. A audiência pública da Comissão de Administração Pública ocorreu na sexta-feira (25/09), a pedido do vereador Professor Toninho Vespoli, do PSOL.

No requerimento, o vereador lembra que a Lei de Universalização das Bibliotecas obriga toda instituição de ensino do país a manter biblioteca estruturada e profissional habilitado. Na abertura do debate, ele disse querer entender por que a rede paulistana ficou com salas de leitura e não tem também bibliotecas, e defendeu que esses equipamentos atendam a toda a população, e não só a quem estuda ali, porque comprar livro é caro.

Quem trabalha na área descreveu o gargalo de pessoal. Segundo o registro da Câmara, o bibliotecário Wender Quintero disse que o serviço público convive com déficit crônico de profissionais e que as 50 vagas oferecidas pela Prefeitura não dão conta da demanda — e que o concurso segue sem edital publicado. Jussara Aparecida, também bibliotecária, apontou o critério técnico que a rede não cumpre: acervo com mais de 200 livros já é biblioteca e exige um mediador. "Não adianta ter só os livros e não ter o mediador", afirmou. Para a professora universitária Regina Fazioli, deixar a lei de lado é crime contra a população, porque a biblioteca faz letramento informacional — ensina o aluno a pesquisar — e não só contação de histórias.

Katia Cristina da Matta passou pela Diretoria de Ensino de São Roque e contou como a falta de gente aparece no dia a dia: cuidava de várias escolas ao mesmo tempo e, na maior parte do tempo, nenhum professor ficava o dia inteiro na sala de leitura.

Os conselhos profissionais levaram uma proposta concreta: criar um sistema de bibliotecas na capital, nos termos da lei federal já existente. Ana Cláudia Martins, que preside o CRB-8, disse que isso depende de um projeto de lei municipal. À frente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Dalgiza Andrade Oliveira avaliou que um texto aprovado em São Paulo abriria caminho para o mesmo debate em outras cidades do país.

O que diz a Secretaria

Lucimeire Cabral de Santana representou a Secretaria Municipal de Educação, pela Coordenadoria Pedagógica, e afirmou que sala de leitura não é substituta de biblioteca e que a pasta não desconhece a lei nem se opõe aos bibliotecários. Ela disse que as salas foram criadas para mediação constante de leitura e que a rede pretende ampliar o espaço de atuação desses profissionais.

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