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Cultura São Paulo, SP

Aracy Amaral, ex-diretora da Pinacoteca e do MAC USP, morre aos 96 anos

Pesquisadora do modernismo e autora da primeira biografia de Tarsila do Amaral, sua tia-avó, ela lecionou na FAU USP até 1990; a família não informou a causa da morte.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Vista em ângulo amplo da fachada da Pinacoteca em São Paulo, apresentando a arquitetura clássica.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Mari Aruom via Pexels

A pesquisadora, curadora e crítica de arte Aracy Amaral morreu aos 96 anos. A família comunicou a morte na terça-feira (15), segundo a Veja SP, sem divulgar a causa. O velório foi marcado para a tarde do mesmo dia, a partir das 14h, no Cemitério Parque Morumby, com sepultamento previsto para as 17h.

Sobrinha-neta de Tarsila do Amaral, ela assinou a primeira biografia da pintora, Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo, lançada em 1975. Referência nos estudos sobre o modernismo brasileiro, escreveu ainda Blaise Cendrars no Brasil e os Modernistas, além de um estudo intitulado Artes Plásticas na Semana de 22.

Formada em jornalismo, construiu a carreira acadêmica na Universidade de São Paulo, onde fez mestrado em Filosofia e doutorado em Artes. Deu aulas de História da Arte na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP até a aposentadoria, em 1990.

Aracy também esteve no comando de dois museus paulistanos. Dirigiu a Pinacoteca de São Paulo de 1975 a 1979 e, alguns anos depois, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, entre 1982 e 1986.

Em texto de despedida citado pela Veja SP, a Pinacoteca afirmou que a gestão dela renovou a programação de exposições, reforçou a biblioteca, ampliou o trabalho educativo e levou novos públicos ao museu. O texto lembra que Aracy defendia um olhar mais largo sobre a arte feita no país, com lugar para a produção popular, indígena, afro-brasileira e latino-americana e para artistas deixados de lado pelas instituições. De acordo com o museu, essa visão ficou evidente na exposição Arte no Brasil: uma história de cinco séculos, montada em 1979.

Na mesma mensagem, a Pinacoteca descreveu a antiga diretora como peça fundamental na formação do museu como ele é hoje e manifestou solidariedade à família, aos amigos e à comunidade das artes.

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