A2 Transportes tira do cargo dois diretores citados na apuração sobre o PCC
A saída dos dois executivos era a condição imposta pela gestão Ricardo Nunes para não intervir na empresa, que opera no transporte da capital e nega qualquer ligação com a facção.
A A2 Transportes comunicou na sexta-feira (18) que retirou de suas funções os dois diretores que aparecem na Operação Vectura Corrupta, conduzida pelo Ministério Público estadual. Quem prestou a informação foi Paulo Ricardo, do setor jurídico da companhia, de acordo com o g1.
A SPTrans já recebeu a comunicação formal da medida, segundo a própria empresa. Era isso que a Prefeitura de São Paulo cobrava: o prefeito Ricardo Nunes (MDB) estipulou um prazo de 24 horas para que os dois deixassem os cargos, e o afastamento foi apresentado como a alternativa para que a administração municipal não decretasse intervenção na companhia.
Os nomes que aparecem na apuração do MP-SP são o de Paulo Sirqueira Korek Farias, gestor da A2, e o de Júlio Salvador Filho, diretor da empresa. Ambos são suspeitos de manter vínculo com o Primeiro Comando da Capital. No entendimento dos promotores, cabia a Farias conduzir os interesses da facção dentro do setor de transporte.
Um mandado de prisão contra Farias foi expedido na quinta-feira (17). Júlio Salvador Filho acabou detido na mesma operação.
Em nota divulgada antes do afastamento, a A2 havia rejeitado qualquer relação com o PCC e negado tanto lavagem de dinheiro quanto participação em atividades ilícitas.
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