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Saúde São Bernardo do Campo, SP

AME de São Bernardo define especialidades e terá capacidade de 10 mil consultas mensais

Unidade em obras perto do Hospital de Urgência fará também 5 mil exames e mil cirurgias por mês, com acesso via regulação estadual e conclusão prevista até dezembro de 2027.

Por Hub News São Bernardo do Campo

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Imagem ilustrativa: Close-up de equipamentos de laboratório com cápsulas, capturando análise farmacêutica.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Pilan Filmes via Pexels

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) em construção na região central de São Bernardo, perto do Hospital de Urgência, já tem desenhada a lista de áreas médicas que vai atender quando entrar em funcionamento. A obra tem conclusão prevista até dezembro de 2027. O perfil de atendimento da unidade foi discutido numa reunião técnica na terça-feira (15) entre a Prefeitura, a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), da Secretaria de Estado da Saúde, e a Diretoria Regional de Saúde 1 (DRS-1).

O que a unidade vai oferecer

De acordo com a TV São Bernardo, a lista prevista inclui anestesiologia, cardiologia, cirurgia vascular, ortopedia, urologia, oftalmologia e proctologia, além de endocrinologia, gastroenterologia, neurologia e reumatologia voltadas ao público adulto. Enfermagem, farmácia clínica, fisioterapia e nutrição completam o apoio, e haverá também atendimento por telemedicina.

A capacidade estimada é de 10 mil consultas especializadas, 5 mil exames de apoio diagnóstico e mil cirurgias de pequeno e médio porte por mês. O paciente não procura a unidade diretamente: o encaminhamento passa pelo Siresp, o sistema de regulação de vagas do Estado de São Paulo.

Obra em duas fases

A adequação do imóvel é feita pela Prefeitura. A primeira fase trata do pavimento principal, onde ficarão consultórios e exames; a segunda constrói o andar superior, que vai abrigar o centro cirúrgico.

O AME atenderá moradores da cidade e dos municípios vizinhos, e a escolha das especialidades levou em conta indicadores epidemiológicos locais e do restante do Grande ABC. Na reunião, o coordenador da CRS, Glauco Cyriaco, reafirmou que o custeio da operação ficará com o governo estadual.

O encontro dá sequência a uma conversa de cerca de um mês atrás entre o prefeito Marcelo Lima e o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, em que foram definidas as bases do custeio, da compra de mobiliário e da contratação de profissionais.

Dependência do SUS

Em declarações reproduzidas pela TV São Bernardo, o secretário municipal de Saúde, Jean Gorinchteyn, que chefiou a pasta estadual entre 2020 e 2022, disse que mais de 70% dos moradores da cidade dependem exclusivamente do SUS, proporção que chega a 100% em algumas áreas. Ele citou pacientes com doenças respiratórias como exemplo de quem deve se beneficiar de consultas e exames mais perto de casa, já que longos deslocamentos aumentam as faltas e o abandono de tratamentos.

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