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Saúde Campinas, SP

Campinas tem 324 moradores com intenção de doar órgãos registrada em cartório

Registro pela plataforma Aedo é gratuito e feito on-line, com videoconferência com um tabelião; a família, porém, continua tendo a palavra final sobre a doação.

Por Hub News Campinas

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Pessoa assinando documento em mesa
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: godoycordoba via Pixabay

Quem mora em Campinas e quer deixar registrada a vontade de doar órgãos pode fazer isso sem sair de casa e sem pagar nada. Até agora, 324 moradores da cidade formalizaram essa intenção pela Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), plataforma mantida pelo Colégio Notarial do Brasil. O número foi divulgado no domingo (27), Dia Nacional da Doação de Órgãos.

O registro tem um limite importante: ele não dispensa o consentimento da família. Qualquer doação depois da morte continua dependendo da autorização dos familiares, com ou sem documento em cartório. O que a Aedo faz é alimentar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada por profissionais habilitados do Sistema Nacional de Transplantes — e deixar clara a vontade da pessoa para quem vai decidir.

Como fazer o registro

  • Entre no site da Aedo, pelo aplicativo e-Notariado, e preencha o cadastro, indicando quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar;
  • Escolha um Cartório de Notas para conduzir o pedido;
  • Faça uma chamada de vídeo com o tabelião, que confirma a sua identidade;
  • O documento recebe assinatura eletrônica e entra na central nacional.

A autorização pode ser cancelada quando a pessoa quiser. A plataforma foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça e está no ar desde 2024.

São Paulo lidera no país

Segundo os cartórios de notas, todos os estados já têm autorizações registradas. São Paulo concentra o maior volume, com 9.399, seguido pelo Paraná, com 3.818.

No estado, a Secretaria de Estado da Saúde contabilizou 1.363 doadores de órgãos em 2025, contra 1.023 no ano anterior — alta de 33%. No mesmo intervalo, a recusa das famílias recuou 1,3 ponto percentual, o que ajudou a aumentar o número de transplantes em São Paulo.

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