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Obras e infraestrutura Campinas, SP

Campinas registra 13 choques de aviões com aves em 2026, mais que a capital

Dados do Cenipa mostram alta em relação a 2025; pouso de emergência de um cargueiro da FedEx em Viracopos na quinta (24) chamou atenção para o problema, que especialista liga à perda de habitat.

Por Hub News Campinas

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Imagem ilustrativa: Facade of Viracopos International Airport
Foto: Mtvdanilo via Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

De janeiro a agosto, Campinas somou 13 colisões entre aeronaves e aves, contra oito na cidade de São Paulo no mesmo intervalo. Os números são do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e superam também os nove casos registrados em Campinas nos primeiros oito meses de 2025.

O tema, conhecido na aviação como "bird strike", voltou ao noticiário depois que um Boeing 767 de carga da FedEx precisou fazer pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Viracopos na quinta-feira (24). Antes de descer em segurança, o avião sobrevoou Holambra e Jaguariúna para queimar combustível.

Não foi o único caso recente na região. No dia 21 de setembro, dois voos tiveram o problema ao decolar de Viracopos, com poucas horas de diferença, e seguiram normalmente para Recife e Três Lagoas (MS). Em 9 de agosto, um avião da Azul com destino a Natal bateu em uma ave logo após a decolagem, voltou ao aeroporto e teve os passageiros reacomodados. Já em fevereiro, no dia 18, um bimotor Baron 58 fez pouso forçado no Aeroporto dos Amarais depois de atingir um pássaro e ter pane no trem de pouso.

Considerando só Viracopos e outra base de dados, a da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o levantamento publicado pelo g1 contou 95 colisões entre 1º de janeiro e 26 de setembro. A maior parte (53,68%) aconteceu de dia; 33,68%, à noite.

Ao g1, o professor de engenharia aeronáutica da USP Fernando Catalano disse que o risco depende do porte do animal, ainda que motores e fuselagem passem por testes de impacto. Aves de voo em altitude média, como o urubu, podem danificar a estrutura. Para ele, a presença dos bichos perto das pistas resulta da ação humana: com o desmatamento e o avanço das monoculturas, bandos que viveriam em matas afastadas passam a ocupar a cidade. "A solução seria preparar o meio ambiente ao redor", afirmou.

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