Fiscalização em São José tirou 4 mil facas de espaços públicos desde 2025
Força-tarefa da prefeitura soma mais de 10 mil abordagens a pessoas em situação de rua desde janeiro de 2025 e concentra as operações em Areias, Barreiros, Campinas e Kobrasol.
A fiscalização de espaços públicos de São José recolheu cerca de 4 mil facas e outros objetos cortantes desde o início do programa Bora Acordar, em 2025. O balanço vai até setembro deste ano e foi divulgado pela prefeitura, em texto publicado pelo Correio SC.
No mesmo período, as equipes fizeram mais de 10 mil abordagens a pessoas em situação de rua. Outros dois números aparecem no levantamento: mais de 450 caçambas de material retiradas de áreas públicas e mais de 520 ocorrências envolvendo animais.
As operações se concentram em Areias, Barreiros, Campinas e Kobrasol, e alcançam calçadas, praças e os arredores do comércio. Quem coordena é a Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), por meio da fiscalização de Áreas Verdes, ao lado da Guarda Municipal e da Secretaria de Infraestrutura. Nas abordagens, os agentes orientam quem é encontrado, verificam a ocupação do espaço e, quando é o caso, encaminham a pessoa para serviços da rede municipal.
Segundo a prefeitura, o programa nasceu de queixas repetidas de moradores e de comerciantes do centro, que relatavam calçadas e portas de lojas ocupadas, além de conflitos e abordagens agressivas.
O que a rede municipal oferece
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Ao lado da fiscalização caminha uma equipe multidisciplinar da Secretaria de Assistência Social, que faz acolhimento e orientação. As saídas oferecidas vão de atendimento social e de saúde a casas de passagem, abrigos e comunidades terapêuticas. Há ainda a possibilidade de internação involuntária, que depende de avaliação e de laudo médico.
O Centro Pop funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e fica no bairro Roçado, na Rua Tomé de Souza Oliveira, número 104. Lá são oferecidos refeições, higiene, atendimento psicossocial e encaminhamento para vagas de trabalho.
À noite, o município mantém 40 vagas de abrigo, que recebem também os animais de quem procura o serviço. O acolhimento é feito na Casa Rosa, no bairro Praia Comprida, na Rua João Amaral Rios, número 561, das 19h às 7h.
O prefeito de São José, Orvino Coelho de Ávila, disse na mesma nota que "a rua não é um local adequado para viver" e pediu que a população não dê esmolas, e sim encaminhe as pessoas ao Centro Pop.
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