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Trabalhador morre após estrutura ceder em obra de luxo na Praia Brava

O acidente aconteceu durante a concretagem na manhã de quinta-feira, em prédio na Avenida Tom Traugott Wildi; a Hantei diz que não houve queda de laje, e a Polícia Científica investiga.

Por Hub News Florianópolis

2 min de leitura

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: ignartonosbg via Pixabay

Um operário de 51 anos morreu em um canteiro de obras na Praia Brava, em Florianópolis. O acidente foi registrado por volta das 11h40 de quinta-feira (17), enquanto equipes faziam a concretagem de um empreendimento de alto padrão erguido na Avenida Tom Traugott Wildi.

O trabalhador fazia a medição de nível sob a estrutura no instante em que ela cedeu, de acordo com o Jornal Conexão. Ele ficou cerca de 15 minutos preso sob os escombros, conforme informou ao G1 o Águia, da Polícia Militar. Socorrido por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros, teve a morte confirmada ainda no local.

O que provocou o desabamento

A causa é justamente o ponto em que as versões não batem. O Corpo de Bombeiros informou que parte da laje havia cedido. Já o Grupo Hantei, dono do empreendimento, sustenta em nota que não houve queda de laje: o que falhou, diz a construtora, foi um trecho do escoramento — a estrutura provisória que sustenta o peso da laje durante a obra.

A empresa afirma ainda que a concretagem, do projeto à execução, estava sob contrato da Emplafer Engenharia, terceirizada especializada nesse tipo de serviço, e que a vítima era colaborador dela.

O número de atingidos também varia conforme a fonte. O Corpo de Bombeiros falou em três trabalhadores, dois deles com ferimentos leves — um com luxação no ombro, outro com dores na coluna. Já o Jornal Conexão informou quatro atingidos, sendo três com escoriações leves. Em ambas as versões, os feridos passavam bem.

O que vem agora

Depois do resgate, os bombeiros vistoriaram o canteiro e conferiram a presença dos trabalhadores para afastar a hipótese de mais alguém soterrado. A área ficou isolada para o trabalho da Polícia Científica e da Defesa Civil, encarregadas das análises técnicas que devem apontar por que o escoramento rompeu.

Em nota, a Hantei disse que presta assistência à família da vítima, que colabora com as autoridades e que adota medidas preventivas de segurança em suas obras. A empresa afirma que uma perícia técnica deverá esclarecer as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.

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