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Comunidade Florianópolis, SC

Casa para famílias imigrantes deve ser formalizada em setembro na Capital

O abrigo vai receber famílias com crianças em situação de vulnerabilidade, com profissionais que falam outros idiomas e aulas de português; a cidade ganha 33 novos moradores por dia.

Por Hub News Florianópolis

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Florianópolis deve formalizar ainda neste mês a Casa de Acolhimento para Pessoas Imigrantes, abrigo destinado a famílias estrangeiras com crianças que chegam à cidade sem condições de se manter. A entidade parceira que vai tocar o serviço ainda está sendo contratada, informou o Imagem da Ilha.

Além do teto temporário, o atendimento terá profissionais que falam outros idiomas, aulas de português, orientação para regularizar documentos e apoio na procura por trabalho. A rede socioassistencial do município já mantém, também por parceria, um segundo abrigo para famílias que chegam de outras cidades com filhos e sem dinheiro para se estabelecer.

Quem chega pelo terminal

A cidade ganha, em média, 33 novos moradores por dia, entre pessoas vindas de outros municípios, de outros estados e de fora do país, segundo a Prefeitura. Parte desse fluxo passa pelo Terminal Rodoviário Rita Maria, onde assistentes sociais mantêm um ponto de atendimento para identificar as necessidades de cada um e fazer os encaminhamentos.

"Muitas vezes, chegam de outros municípios sem recursos ou qualquer tipo de suporte", afirmou a secretária municipal de Assistência Social, Zena Becker, segundo o Imagem da Ilha. Ela diz que atender ainda no terminal permite enxergar a vulnerabilidade no momento da chegada.

Nem todo atendimento termina com a permanência na Capital: no último ano, cerca de mil pessoas foram encaminhadas de volta à cidade de origem. A decisão é tomada depois de uma escuta individual, com a intenção de retomar vínculos familiares e garantir uma volta segura.

Emprego e moradia

Outra frente é a Passarela da Cidadania, onde o atendimento não para na emergência: há oficinas de capacitação e preparação para o mercado de trabalho, articuladas com a Central de Trabalho e Oportunidades, que aproxima quem é atendido das vagas abertas e acompanha os encaminhamentos.

Só neste ano, 254 pessoas conseguiram emprego por esse caminho. Dessas, 57 também passaram a morar de aluguel.

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