Pular para o conteúdo
Hub News
Cultura Blumenau, SC

Pesquisador com 52 mil fotos da imigração alemã fala em Blumenau sobre o acervo

Felipe Kuhn Braun, presidente da FECCAB, deu palestra no Centro Cultural 25 de Julho e contou ao OBlumenauense o que 25 anos de visitas a famílias revelaram, de noivas de preto a dialetos.

Por Hub News Blumenau

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Álbum de fotografias antigo aberto com fotos em preto e branco
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: jarmoluk via Pixabay

Em 25 anos de pesquisa sobre a imigração alemã no Sul do Brasil, Felipe Kuhn Braun passou por 1.050 casas de famílias descendentes. Delas saiu um acervo de 52,2 mil retratos antigos, e dos documentos, 400 mil nomes. O trabalho do pesquisador e escritor começou quando ele tinha 14 anos, com uma tarefa escolar e uma caixa de fotos de família. Ele esteve em Blumenau na quinta-feira (24) para uma palestra no Centro Cultural 25 de Julho e, na véspera, deu entrevista ao OBlumenauense.

Na conversa, Braun contou como um detalhe puxa outro. Ao encontrar, casa após casa, retratos de mulheres casando com vestido escuro, chegou a cerca de 250 imagens das chamadas "noivas de preto" — o tema virou livro. Segundo ele, o preto tinha a ver com formalidade e com um lado prático: o vestido seguia em uso depois da cerimônia. Ele também guarda mais de cem fotos feitas de pessoas já mortas, costume que, numa época sem telefone e com famílias separadas pelo oceano, servia como a última imagem mandada a parentes distantes.

Outro tema é a língua. Hunsrückisch, pomerano, Platt, vestfaliano e boêmio conviveram nas colônias, a ponto de imigrantes não se entenderem entre si; o pesquisador cita uma comunidade que acabou batizada de Babilônia por causa disso. Hoje, na avaliação dele, o idioma é um dos laços que mais se perdem entre os jovens, e escolas, famílias e grupos culturais têm papel para mantê-lo. Braun cresceu ouvindo dialeto em casa, mas teve de estudar o alemão formal depois.

Blumenau entra nas pesquisas pelas famílias luxemburguesas que se fixaram na região. Os documentos antigos mostram, segundo ele, famílias numerosas, alta mortalidade infantil e mulheres que morriam depois do parto.

Braun preside a Federação dos Centros de Cultura Alemã do Brasil (FECCAB), que, de acordo com ele, tem 154 associados em sete estados. A entrevista completa está em vídeo no site do OBlumenauense.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.