Pular para o conteúdo
Hub News
Cultura Blumenau, SC

Pesquisador da imigração alemã faz palestra gratuita nesta quinta em Blumenau

Felipe Kuhn Braun, que começou a levantar a própria genealogia aos 14 anos e hoje mantém um banco com 400 mil nomes, fala às 19h30 no Centro Cultural 25 de Julho.

Por Hub News Blumenau

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Fotografias antigas espalhadas ao lado de lentes de câmera
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: jarmoluk via Pixabay

O escritor e jornalista Felipe Kuhn Braun fala sobre a imigração alemã nesta quinta-feira (24), às 19h30, no Centro Cultural 25 de Julho, em Blumenau. A entrada é gratuita, mas depende de inscrição feita antes.

O encontro deve tratar do caminho dos primeiros colonos alemães no país, das dificuldades que eles enfrentaram e do peso dessas comunidades na cultura, na vida social e na economia brasileiras, segundo o O Blumenauense. Braun também vai falar da FECCAB, a federação que reúne os centros de cultura alemã do país e que ele preside desde 2024.

A entidade nasceu em 1951, como desdobramento de um programa criado no pós-guerra para socorrer a população alemã, e completa 75 anos neste ano. Hoje tem cerca de 100 filiados, espalhados por estados do Sul e do Sudeste. Em entrevista ao jornal Gazeta reproduzida pelo O Blumenauense, Braun disse que assumiu a presidência com a proposta de "ampliar a Federação e o engajamento dos filiados", e que a meta é crescer 50% no número de associados.

Quem é o palestrante

Braun é de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, onde nasceu em 1987. O diploma é de Jornalismo, pela Universidade Feevale. Mas a pesquisa veio antes da faculdade: aos 14 anos, em 2001, ele foi atrás da história da própria família, e de lá para cá publicou 35 livros.

Também montou um acervo de cerca de 47 mil fotografias antigas, e umas 11 mil delas são originais, muitas cedidas pelas próprias famílias. Em paralelo, mantém um banco com 400 mil nomes de imigrantes germânicos — não só da Alemanha, mas de países como Luxemburgo, Suíça, Áustria e Dinamarca. O levantamento passou por mais de mil visitas a famílias.

Um dos livros dele, "As Noivas de Preto", investiga por que mulheres de origem alemã se casavam de vestido escuro. A resposta não era luto: era pobreza, porque a mesma roupa servia para a cerimônia e para o dia seguinte. Outro, "Luxemburgueses no Brasil", trata de um grupo pouco lembrado — cerca de 1% dos 300 mil imigrantes germânicos que desembarcaram no país entre 1824 e o fim da Segunda Guerra.

Braun coordena a área de genealogia no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo e colabora com um instituto de estudos históricos em Mainz, na Alemanha. Na política, recebeu 4.041 votos em 2020 e foi o vereador mais bem votado de Novo Hamburgo.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Quando
24 de setembro de 2026, 19:30
Onde
Centro Cultural 25 de Julho

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.