Projeto vai atender 160 bebês por mês na maternidade da Santa Casa
Com R$ 1,5 milhão previstos para 12 meses, a Alma Mater passa a procurar mães em vulnerabilidade nos leitos da Maternidade Mário Totta e a entregar caixa-berço e enxoval antes da alta.
A Maternidade Mário Totta, do Hospital Santa Clara, passa a receber o trabalho da Alma Mater com mães e recém-nascidos em situação de vulnerabilidade social. O hospital integra o complexo da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e é referência no atendimento pelo SUS, incluindo gestações de alta complexidade clínica — foi esse perfil que pesou na escolha, segundo a organização.
A entidade existe desde 2006 e trabalha com o desenvolvimento de crianças de zero a seis anos. Seu Projeto Alma Mater Bebê, criado em 2020, já beneficiou mais de 6,3 mil famílias. Com a nova unidade, a expectativa é chegar a cerca de 160 bebês por mês, o dobro do que o projeto atende hoje.
O investimento previsto é de R$ 1,5 milhão nos próximos 12 meses. O valor cobre a montagem da equipe técnica, a estrutura de funcionamento, os itens entregues às famílias e a logística da operação.
Como funciona no hospital
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O atendimento acontece diariamente, dentro da maternidade. Uma educadora social percorre os leitos para identificar quem precisa de apoio e conversa com cada família antes da alta. Nessa conversa entram orientações sobre amamentação, cuidados com o recém-nascido, sinais que exigem procurar um serviço de saúde e prevenção da mortalidade infantil.
Cada família sai com uma caixa-berço, pensada para servir de primeira cama segura do bebê, mais enxoval, kit de higiene e cesta básica. Junto vai a cartilha "Primeiros Passos do Bebê e da Mamãe", que reúne orientações práticas, espaço para os documentos da criança e QR Codes com vídeos gravados por profissionais de saúde — material que continua acessível depois que mãe e bebê voltam para casa.
É o mesmo método que a organização aplica no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas: procurar as famílias no leito, em vez de esperar que elas peçam ajuda. Ao Jornal da Capital, a presidente da Alma Mater, Fernanda Etchepare, disse que nenhuma mãe deveria enfrentar sozinha um momento como o nascimento de um filho e que estar em uma das principais instituições hospitalares do estado amplia o alcance do trabalho.
A chegada à Santa Casa dá sequência a um crescimento começado em 2025, quando a entidade passou a atuar também nas unidades básicas de saúde de Porto Alegre.
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