Ministério Público acusa casal pela morte de Samylle Valentina, de 4 anos, em Porto Alegre
Segundo a denúncia, o companheiro da tia que tinha a guarda da menina fez as agressões e ela deixou de buscar socorro; os dois respondem por feminicídio e tortura, e o caso segue à Justiça.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) levou à Justiça, na sexta-feira (11), a acusação contra a tia que detinha a guarda de Samylle Valentina, de 4 anos, e contra o companheiro dela. Os dois foram denunciados por feminicídio e por tortura. A menina morreu na noite de 16 de agosto, depois de dar entrada numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Alegre. As informações sobre a denúncia foram divulgadas pelo Leouve, que atribui os detalhes ao MPRS.
O papel de cada um, segundo a acusação
A peça, assinada pelas promotoras Luciana Casarotto e Graziela Vieira Lorenzoni, sustenta que o homem teria cometido as agressões que levaram à morte da criança. À tia, o MPRS atribui omissão: ela teria constatado os ferimentos e continuado em casa com a menina, sem procurar atendimento médico de imediato.
A acusação de tortura se refere às agressões anteriores à morte. Conforme o Ministério Público, a criança teria sido castigada fisicamente de forma repetida. O laudo de necropsia apontou lesões em fases diferentes de cicatrização, o que, para a promotoria, indica violência ao longo de dias e semanas. A investigação indica que as agressões teriam sido motivadas pelo fato de a menina ter sujado as próprias roupas.
Por que feminicídio
Publicidade
As promotoras enquadraram o caso como feminicídio por se tratar de violência doméstica e familiar contra uma menina com menos de 14 anos. Elas argumentam que a legislação de proteção às mulheres também alcança meninas e adolescentes agredidas dentro de casa. A denúncia aponta ainda como agravantes a tortura, o meio cruel e o uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Os nomes dos denunciados e a manifestação das defesas não constam na cobertura publicada. Com a denúncia apresentada, cabe à Justiça decidir se a recebe e torna o casal réu.
Atendimento à família
O MPRS informou que os avós maternos de Samylle foram recebidos em 20 de agosto pela Central de Atendimento às Vítimas, que presta orientação jurídica, apoio psicológico e acolhimento. O órgão também acompanha as medidas de proteção voltadas à irmã da menina.
- Ministércio Público do RS
- Denúncia
- Feminicídio
- Tortura
- Violência contra criança
- Justiça
- Porto Alegre
Encontrou alguma informação incorreta?
Nos ajude a manter o conteúdo correto.
Publicidade
Comentários
para comentar.
-
denúncia enviada
Nenhum comentário ainda.
Excluir seu comentário?
Ele sai da matéria para todo mundo, e não dá para voltar atrás.
Imagens dos leitores
Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.
Enviar foto
É preciso entrar para enviar uma foto. A conta serve para registrar a cessão de uso e o crédito.
Leia em outras fontes
O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.
Publicidade