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Política Pelotas, RS

Defesa Civil federal atende prefeituras da Zona Sul em Pelotas até sexta

Seis técnicos ficam na sede da Defesa Civil municipal até o dia 25 para destravar os reconhecimentos de emergência e acelerar a liberação de verbas aos municípios atingidos pelo vendaval.

Por Hub News Pelotas

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Os seis técnicos enviados pela Secretaria Nacional de Defesa Civil atendem em Pelotas, até sexta-feira (25), as prefeituras da Zona Sul e da Campanha. O trabalho é feito na sede da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil e começou logo depois da reunião de quarta-feira (23) no Paço Municipal, conforme a Prefeitura de Pelotas.

Estiveram no encontro prefeitos e responsáveis pelo setor em 15 municípios das duas regiões. A equipe federal é chefiada por Frederico Seabra, que coordena a área de redução de risco de desastres no órgão nacional. Também participou o deputado federal Paulo Pimenta, ex-ministro da Reconstrução.

A pauta foi uma só: encurtar o caminho entre o decreto de emergência que cada prefeitura publica e o dinheiro que o governo federal repassa. A meta é terminar a semana com os reconhecimentos concluídos e os planos de trabalho aprovados, o que libera as verbas.

O que a cidade pediu

Fernando Marroni afirmou que Pelotas tem ao menos três mil casas à espera de telhas desde a madrugada de segunda-feira (21) e classificou o caso como o mais urgente da fila: "não há nada mais emergencial do que isso", disse o prefeito, em fala registrada pelo A Hora do Sul. Ele pediu que os estragos desta semana sejam somados aos decretos de emergência já em vigor, em vez de virarem um processo à parte.

Pedidos parecidos vieram de outros municípios, voltados ao estoque de material para reconstrução de casas e a projetos de ressarcimento. Pimenta é um dos autores de um projeto em tramitação no Congresso que cria uma lei orgânica para o setor e defendeu, segundo a prefeitura, que o cargo deixe de ser ocupado por pessoas sem preparo técnico.

O tamanho do estrago

É a segunda vez em 33 dias que uma comitiva federal desembarca na cidade com a mesma tarefa. A anterior veio depois do ciclone extratropical de agosto e das chuvas que, nos dias 16 e 17 daquele mês, passaram de 110 milímetros em 24 horas.

O temporal desta semana arrancou telhados, derrubou estruturas, danificou equipamentos públicos e deixou bairros sem luz, sem água e sem sinal de internet. Duas pessoas morreram na região, uma em Pelotas e outra no Cerrito, conforme a prefeitura. O balanço estadual registrava quatro mortes no Rio Grande do Sul, três delas em Caxias do Sul, além de danos em 137 municípios e 527.669 pessoas afetadas. Havia 2.732 desalojados; outras 413 estavam desabrigadas.

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